segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

DIGA NÃO AOS CORRUPTOS EM 2010

Mais um ano político se aproxima e nos deixa preocupado, pois aquele ditado que "brasileiro tem memória curta" parece tão proximo da realidade, quanto o nosso próprio nariz. Ou então a maioria não enxerga mesmo um palpo a frente do mesmo!!!
De qualquer forma é bom sempre alguém lembrar o nome dos politiqueiros e politicalhas que sucatearam as "Assembleias Legislativas" pelo Brasil afora. Em Rondônia não foi diferente, SANGUESSUGAS e verdadeiras gangues montadas em esquemas milionários que desviam em montantes que pobre nenhum teria saliva pra contar, nem vida para ganhar!!!
Quem ainda lembra o nome dos POLITICALHAS que desviaram milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia? E esses miseráveis ainda querem voltar ao cenário politico nesse ano que se aproxima!
E essa desculpa de que ele rouba mais faz! é coisa pra ANALFABETO sair repetindo por ai,(na verdade estamos cheios de pessoas com certificados na mão e são considerados analfabetos funcionais) e acreditam que o politico "BOM" é aquele que desvia dinheiro mais mantém fundações e associações pelo nosso Brasil.
Vamos dar um basta nessas falcatruas!!!! DIGA NÃO! aos politicos profissionais!!!!
Diga não aos politicos que roubaram dinheiro público!!!!! DIGA NÃO!!! aos politicos que compram votos!!!!!! ACREDITE!!!!!! Você é a mudança!!!!!!
Quem sabe no proxímo texto eu coloque o nome desses safados!!!!!

sábado, 26 de dezembro de 2009

FELIZ 2010: Deixe que diguem ,que falem, deixe isso prá lá




"DEFENDEREI SEMPRE O DIREITO DE DISCORDAREM DE MIM"



É galera mais um ano que se vai...quantas coisas poderiamos ter feito e até por caracteristicas culturais sempre deixamos pra depois. Assim mesmo, temos a certeza de que esse ano de 2009 temos e teremos muito que agradecer à Deus por nossas vidas, pelo nosso trabalho, pelos amigos que fizemos e por outros tantos que se afastaram de nós.
Fazer amigos é tão natural como acordar de manhã a abrir os olhos; sim! compartilhar um bom bate-papo, ouvi-los é tão simples que as vezes nos esqueçemos que vivemos num mundo seletivo onde o "status social" fala mais alto, ou você tem ou não tem. Mas, na rede de amigos, no grupo não existe isso, somos todos iguais, lutando pelos mesmos ideiais.
Não acredites em tudo que ouvires! Há mentiras que sempre serão ditas, e verdades que jamais serão pronunciadas! Sendo assim, muita cautela ao opinar sobre a vida de outra pessoa, como diz um grande amigo meu: "Ninguém chuta cachorro morto".
Talvez este seja o meu último texto em 2009, um Feliz Ano Novo a todos os meus amigos, e aos que não gostam de mim, posso não concordar com com tudo que dizes, mas defenderei até o fim o teu direito de dizê-las.
Amplexos,
FELIZ 2010!!!!!!!!!!!!





terça-feira, 22 de dezembro de 2009

QUANDO A TEORIA ATRAPALHA


Qual a diferença entre rondonienses e nordestinos, brasileiros e bolivianos? Quais as diferenças entre um Psicologos, Psiquiatras e Professores? Temos muitas diferenças culturais na habilidade criativa, na capacidade de organizar as ideias, mas no fringir dos ovos somos todos iguais. Qual a diferença existente entre alguns professores? O carro do ano, o apartamento novo? Ou alguns têem uma capacidade estrondoza de se fazer aparecer?

Muitos não entendem que cada ser humano é especial, até as pessoas mais complicadas tem uma história fascinante para ser vivida e respeitada principalmente pelos colegas de "Classe". Aliás não ter classe as vezes é caracteristicas marcante em pessoas que menosprezam os outros pelo simples fato de sentirem-se mais importante no processo produtivo do que os outros.

Gosto muito da máxima de Abraham Lincoln: "só tem direito de criticar aquele que tem coração para ajudar", se for pra jogar lama nos outros pelo simples fato de se sentir importante é melhor que não façamos, a crítica tem que ser construtiva principallmente no grupo social em que estamos inseridos, mas as pessoas também tem o direito de serem idiotas.

Entretanto para terminar estas poucas linhas mal traçadas, tenho a convicção de que as vezes a "Teoria atrapalha" quando temos um projeto e as pessoas esperam de nós aquilo que ele gostaria de ter tido a idéia primeiro, assim buscam falhas em nossa personalidade e as vezes tentam nos sangrar, nos agredir e até mesmo nos insultar. Porém cito Voltaire para concluir meu soneto: "Posso não concordar com tudo que tú dizes, mas defenderei até o fim o teu direito de dizê-las".


Amplexos,


FELIZ NATAL A TODOS OS MEUS AMIGOS, E "INIMIGOS" TAMBÉM.....

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A ESCOLA E O RESPEITO À CONDIÇÃO HUMANA





A construção do conhecimento não precisa ser amarga, sisuda ou chata. Pode e deve ser alegre, leve e prazerosa, pois é o conhecimento o responsável pela libertação e emancipação humana.


No entanto, a escola só se ocupa de preparar a pessoa para o trabalho, furtando-se ao compromisso de ensinar as coisas boas da vida, como escolher bem e criticamente um filme ou um livro, como apreciar uma obra de arte. Não estimula o prazer de escutar uma música, visitar uma exposição, passear por um parque, em contato com a natureza ou caminhar na praia. A escola não prepara para o ócio.


O primeiro a manifestar-se a favor do ócio como direito dos operários e a única forma de equilíbrio existencial foi o estudante de medicina, artista e político revolucionário cubano, membro ativo da Internacional Socialista na França e Espanha, Paul Lafargue, em 1880. Em seu artigo “O Direito ao Ócio”, publicado no jornal L’Égalité, ele já identificava, na tecnologia, o instrumento de salvação do trabalhador, capaz de livrá-lo da fadiga, e atribuía ao ócio o poder de acabar com as angústias humanas.


Pouco mais de meio século depois, em 1935, o filósofo, matemático e escritor, Bertrand Russell, publicou “O Elogio ao Ócio”, em que afirmava que o ócio é um produto da civilização e da educação, tendo em vista que o tempo vago e sem trabalho sempre fora desconsiderado e que os esforços dos processos educacionais sempre se voltaram para o trabalho.


O sociólogo italiano, Domenico De Masi, autor de “O ócio criativo” (2000), desenvolveu a tese sobre a importância de aprender a viver o ócio. Entende que o tempo livre pode converter-se em violência, em doenças e em preguiça, mas pode transformar-se também em criatividade, arte e liberdade. Para De Masi, o ócio é responsável pelo desenvolvimento e gestação de boas idéias para o indivíduo ser mais feliz e bem sucedido.


Considera ainda que a escola só prepara para o trabalho; no entanto, o tempo que o ser humano destina para este fim é muito menor do que gasta com as outras atividades da vida, incluindo o lazer, e é aí que devemos concentrar nossas potencialidades. Propõe, então, um modelo embasado na comunicação simultânea entre trabalho, estudo e lazer, em que as pessoas aprendem a privilegiar suas necessidades humanas, portanto, complexas, de amar, brincar, conviver, refletir, conversar.


E é por essas razões que se justifica esse momento, que se propõe a refletir sobre Epistemologia e Filosofia em suas múltiplas perspectivas de complexidade e suscitar o diálogo com e na diversidade.


Contribui também para esse diálogo, Edgar Morin, em seu livro “Complexidade e Transdisciplinaridade: a reforma da universidade e do ensino fundamental” (1999), quando afirma que a necessária reforma da universidade é decorrente da reforma do pensamento. Esta precede aquela e compreende o contexto e o complexo numa rede relacional. A reforma institucional surge da problematização que ocorre no seu interior e considera a inseparabilidade do múltiplo e do diverso para a ampliação do nível de consciência do real.


A reforma do pensamento que assegura a mudança de comportamento e a abertura para as novas idéias incorpora uma necessidade social irrefutável: formar cidadãos aptos a enfrentarem os problemas de seu tempo.


Morin coloca a universidade como instituição ao mesmo tempo conservadora, regeneradora e geradora. É conservadora porque integra, memoriza e ritualiza saberes, idéias e valores culturais; regenera, pois rediscute e atualiza saberes e os transmite às novas gerações; é geradora porque cria, elabora e processa os novos saberes que serão herdados sucessivamente.


Desse modo, o ensino superior deixa de ser tão-somente formador de profissionais e técnicos para facilitar ao sujeito revisitar seu destino como cidadão sensível. “(...) Não se trata apenas de modernizar a cultura, mas de culturalizar a modernidade”. (MORIN, 1999, p. 10).


Ao refletir sobre o papel da escola, aponta ainda para uma necessidade histórica igualmente importante, que é o desenvolvimento de uma democracia cognitiva organizada a partir do ressurgimento do ser humano, da natureza, do cosmos e da própria realidade. É uma democracia cognitiva que compreende a ampliação do acesso aos saberes das múltiplas áreas, assim como compreende a diversidade e o pluralismo teórico e sem preconceitos, sem o determinismo da certeza que, na complexidade, é entendida como relativa, efêmera e ilusória.

Prof. Valdeci Ribeiro......


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

PRAÇA "JOÃO ROQUE DE LIMA" - a Praça do "DOCA"





Alguns meses atrás fizemos uma pequena pesquisa para levantar "migalhas" da história de uma família que veio para Rondônia na década de 40, um deles o sr. "DOCA", cearense cabra da peste chegou por aqui em meados do ano de 1943. Seu pai Joaquim Roque de Lima e dona Maria Elisa tiveram ao todo 21 filhos, dos quais ainda vivem 08, graças à Deus, todos muito bem.

E para nossa felicidade, aqui em Porto Velho, O Prefeito do Municipio sancionou o Projeto de Lei n; 2.569/2009 de 10 de Setembro de 2009, que diz:

LEI:


ART. -lº Fica denominada Praça JOÃO ROQUE DE LIMA, o logradouro Publico situado na Rua Nova Esperança, entre as Ruas TancredoNeves e Mato Grosso, Bairro Caladinho, Porto Velho-RO.

ART. -2° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.



Câmara Municipal de Porto Velho-RO, 10 de Setembro de 2009.


PROJETO DE LEI VEREADOR RAMIRO NEGREIROS-PMDB



Amplexos,


Prof. Valdeci Ribeiro

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

NINGUEM SABE TUDO!!!!

Sempre que assumimos que sabemos tudo sobre um tema, limitamos nossa capacidade criativa, pois perdemos a curiosidade. Ou seja, jamais se contente com o que você sabe, pois sempre é possível ir além. Complemente esta "humildade" com atitude e coragem para implementar suas idéias. O medo de se expor inibe a criatividade.
Para implantar uma idéia criativa é preciso, acima de tudo, de muita determinação.É produtivo também fugir de frases que matam idéias, como "Isso não vai dar certo", "Não vão aprovar...". Sempre que colocamos a mentalidade negativa em nossas ações, já estamos construindo o fracasso. É preferível se munir de coragem, de confiança e, no momento certo, lançar a idéia criativa. Afinal, o "não" você já tem.
Por que se contentar com ele?Criatividade, como vimos, tem a ver com saber resolver problemas. Quando você consegue avaliar corretamente uma situação e detém um conhecimento que sustente uma idéia e a promova, ao aplicar a imaginação e sair da zona de conforto, estará sendo criativo. Obrigue sempre seu cérebro a buscar mais informações. Afinal, a melhor solução não é necessariamente a primeira, esta é apenas uma das respostas certas, e que pode estar longe de algo criativo.Podemos concluir que criatividade é uma questão de postura. Como em todo o resto, são nossas escolhas que determinam nosso caminho e nosso resultado. Depende de nós saber se estamos jogando para vencer ou para não perder.
Não podemos deixar que situações adversas nos joguem para baixo, assumindo postura de fracasso perante a sociedade. Temos que nos orgulhar da profissão que escolhemos ou por via das dúvidas "exercemos". E para isto precisamos de dignidade e agirmos politicamente correto dentro da ética.Assim, permita extravasar todo o potencial criativo latente dentro de você. Se apaixone pela sua capacidade de mudar, de trazer o novo e o diferente à sua vida.
A partir do momento em que se apropriar desta competência, alimentando-a sempre, nada mais fará você parar. Porque terá, finalmente, construído uma grande certeza, daquele tipo que ninguém destrói ou rouba: a confiança de que mudar e ser criativo está em suas mãos; e se algo não estiver como você quer, basta você agir e dar o primeiro passo.


Prof Valdeci

Publicado no Recanto das Letras em 25/07/2009Código do texto: T1718696
Indique para amigos

sábado, 7 de novembro de 2009

O DIREITO DE NÃO RESPEITAR O DIREITO DOS OUTROS



O DIREITO DE NÃO RESPEITAR O DIREITO DOS OUTROS
*Suamy Lacerda
Existe algo errado com alguns escritores e leitores de textos produzidos e expostos nos periódicos eletrônicos, pois volta e meia nos defrontamos com verdadeiras batalhas, onde se usa munição de grosso calibre através do uso de adjetivos pejorativos, com intuito muito mais de agredir do que apresentar valores de cidadania que possam desenvolver reflexões ou propostas para mudanças de comportamentos no sentido de avanço no campo do bem comum que inclusive é o papel dos meios de comunicação.A última confusão envolveu o Professor José Nazareno, figura muito conhecida no meio educacional e que inclusive por ironia do destino também é graduado em jornalismo. O mesmo como já tinha feito antes outras vezes, resolveu desenvolver suas “mal traçadas linhas” e detonar símbolos históricos da cidade de Porto Velho e até propôs uma comparação esdrúxula com órgãos de animais. O fato é que pessoas que acessaram o meio de comunicação e entre eles um “saudosista xiita” terminou por desencadear uma reação peçonhenta contra o professor. Na seqüência os aproveitadores de plantão, a “turma do quanto pior melhor”, aqueles que só lêem nos jornais as páginas policiais e horóscopo se encarregaram de jogar gasolina na fogueira.Vamos ao Professor José Nazareno: esse tem uma folha de serviços prestados na área da educação tanto em escolas públicas como nas mantidas pela iniciativa privada. É responsável pela criação em parceria com outros reconhecidos professores de Porto Velho pelo Projeto Terceirão na Escola Pública, organizado e operacionalizado na EEEFMP João Bento da Costa e, que vale aqui salientar leva na bagagem a façanha de ter trabalhado na preparação à aprovação de mais de 500 alunos da escola acima citada à universidades públicas nos últimos sete anos; mais de 400 alunos estão hoje em cursos superiores nas instituições de ensino da rede privada via Pro Uni – “Programa Universidade Para Todos” nos últimos cinco anos entre outros. Entretanto isso não lhe dá o direito de sair por aí “jogando pedra na cruz” ou “defecar no tapete da sala da casa dos outros”, fazer de conta que não compreende o momento de desconforto trazido por obras federais, estaduais e municipais no campo do tratamento de água e estrutura urbana e que futuramente trarão bem estar social a população, agredindo simbolismos, valores e credos populares sob a vênia de desasnar alunos ou ajudá-los a desenvolver uma suposta criticidade. Por outro lado o colunista que apresenta-se sob o pseudônimo de Zé Katraca (não se sabe por qual motivo não faz uso de seu próprio nome, talvez porque realmente goste de simbolismos), conhecido como o maior envolvido com folclore regional (espécie de cacique de terreiros de boi-bumbá), rebateu o artigo proposto pelo professor com uma ferocidade bitolada, descontrolou-se de tal maneira que chegou a aventar a possibilidade de punição ao professor acionando os canhões de sua coluna (produzida em retalhos)de forma virulenta, arrebanhando suposta “torcida pró província”, incauta, atabalhoada e da mesma forma que soldados vão à guerra e matam pessoas que nunca viram antes, nem possuem motivos para exterminá-los, o fazem em nome de uma suposta “honra a pátria”, de posse do slogan “eu sou daqui e exijo respeito”, disparou artilharia contra o professor.Já passou o tempo de pessoas apresentarem-se como “donos do pedaço”, “minhocas”, fazendo uso da expressão “nasci aqui”, “estou aqui há décadas e tempo é patente” e outras afirmações do gênero, isso não significa deixar de orgulhar-se de ser filho de Rondônia ou cidadão rondoniense, mas, de qualquer forma, quem quiser apresentar-se como alguém que merece respeito no Estado de Rondônia, deverá ao invés de defender esse valoroso rincão brasileiro apenas “da boca para fora”, (muitas vezes em sua vida particular não cumpre seus deveres) pautar sua existência praticando ações de cidadania na plenitude da palavra, através do pagamento de impostos, contribuindo com a ordem pública (neste último item os envolvidos foram mal), não agredindo culturas, primeiro cumprindo deveres, depois exigindo direitos, enfim dando bons exemplos para que outros cidadãos realmente sintam-se orgulhosos de habitarem esse prazeroso e hospitaleiro ente federado.Ao que parece essas figuras estão necessitando de entenderem que nosso Estado desde os primórdios de sua história, tem população constituída em maioria por respeitáveis migrantes que inclusive nos honram com suas colaborações, trabalho, expressões e valores culturais, em muito ajudaram e ainda ajudam na organização deste território geográfico situado no oeste brasileiro. Da mesma forma compete a quem não gosta da maneira como andam as coisas no estado, ao invés de ficar sacolejando o badalo do sino (a língua mais parece um badalo de sino), trabalhe para que as coisas melhorem e, se atualmente trabalha oito horas por dia e acha que o avanço está lento, mude sua carga horária para dezesseis horas diárias de trabalho, mexa-se, faça sua parte, pois na melhor das hipóteses não terá tempo para ruminar o mal e consequentemente vociferar bravatas desconexas.Já tem alguém ventilando que os dois criadores de confusão, a fim de que possam melhor informar-se deveriam participar de debates públicos, comunicativos das novas obras (como ouvintes é lógico, após serem revistados por seguranças, a fim de que não se exterminem), sobre os problemas da cidade e do estado, até para que o que fez às críticas sem endereço e fundamento e o outro que ao invés de defender com argumentos técnicos, demonstrou desequilíbrio, conheçam e entendam melhor o momento de avanço por qual está passando este pedaço de Brasil, suas riquezas no campo da cultura, economia, sociedade, os novos caminhos e possibilidades, até porque ao contrário também tem gente achando que os dois estão precisando de uma grande trouxa de roupa para lavar (no braço, sem apoio da máquina de lavar), e isso até parece razoável.Contudo, compete aos beligerantes e suas respectivas torcidas, mesmo respeitando-se seus direitos líquidos de manifestarem-se (e isso está sendo permitido, mesmo que eles não tenham se permitido respeitarem os direitos de outros), não escreverem seus artigos em momentos de amargura ou qualquer tipo de mal estar ou recalque, a fim de realmente possam exercer o direito de cidadania, ofertando seus serviços ao povo de forma positiva, para que esses serviços sejam entendidos como contribuição social. Contudo se optarem pelo contrário, muito cuidado, para que não caiam em descrédito popular, pois junto desse vem a desmoralização e aqui serve a máxima “muito ajuda quem não atrapalha”. Que permitam-se escrever textos que levantem a auto estima do nosso povo em seus valores e, quanto às criticas: que possam ser indutoras da reflexão saudável, equilibrada e verdadeira. (Amém).
*Professor de História

Quem ensina e quem aprende na escola?



* Valdeci ribeiro

Minha palavra hoje, vem a todos os funcionários das escolas, sendo ele professor,secretário,bibliotecário enfim um educador. Na verdade quero me dirigir a turma dos bastidores da escola!

Como "funcionário de apoio" que você tem sido até agora, poucas vezes o valor da sua participação na escola e na educação tem sido problematizada, não é? afinal, em muitos casos, é tão obvia, tão a mesma, tão restrita, tão limitada e tão repetitiva essa participação que chaga a parecer natural e sem impotância: "è assim porque é assim e não pode ser de outro jeito!" É como se você só pudesse participar da educação na escola cumprindo uma função e conservando as relações já estabelecidas (aluno é aluno, professor é professor, diretor é diretor, mãe é mãe e funcionário é funcionário). Isso chega a chatear ou você está satisfeito com essa situação?

Pensar sobre essses questionamentos é importante para significar como a identidade se constroi nas práticas escolaes. Ou seja, observando atentamente as práticas escolares e refletindo sobre elas, você pode saber quem é quem na escola e também pode saber se é possivel ser de outro jeito. A escola educa a todos e todos se educam e são educados na escola de que participam como parte ou como co-responsáveis?

Sendo funcionário, parece que a sua participação na escola nada tem a ver com a educação dos alunos, afinal, o que faz é limpar, cozinhar, lavar, registrar informações, emitir documentos, consertar equipamentos e algumas outras atividades burocráticas.

Apesar disso, parece que na escola tudo tem a ver com educação. Portanto, parece que você tem alguma responsabilidade na educação de todos: na sua mesma, na dos colegas funcionários, na dos professores e na dos alunos. Na escola, TODOS EDUCAM a todos e por isso têm responsabilidade que fazem na escola.

REFLITA:

Como você chegou onde está como humano e profissional?

Para onde ir? Que contribuições pode dar aos outros?

Que educação você faz ao cumprir suas funções?

* Leciona Sociologia no JBC

terça-feira, 3 de novembro de 2009

AI QUE SAUDADE ME DAR




*SOCIOLOGIA
Saudade, meu cumpadi. Saudade, muita saudade do Regime Militar Brasileiro.Tempos bons e decentes aqueles. Tempo de liberdades, Justiça, Lei, Ordem , Progresso...Tempo Bão, sô!...Naqueles idos e “ involtáveis” tempos:Não se via um Juiz chegar num posto de gasolina e atirar várias vezes num pobre frentista.

Não se via um Promotor de Justiça matar a namorada só porque esta não lhe queria mais.

Não se jogavam crianças de 6 anos do 6º andar de edifícios.

Não se arrastavam crianças sob rodas de carros por 7km.

Bandido ia pra prisão e não recebia bolsa-bandido, não...

Bandido temia a lei, a Polícia, a Justiça...

Bandido não matava Policial

Bandido era Bandido!

As professorinhas eram profissionais do ensino e não apanhavam de candidatos a bandidos enquanto exerciam seu trabalho. Eram uma continuação dos pais na Escola..

E os Presidentes da República daqueles idos? Não ficavam milionários, aliás, morreram todos pobres .Eram eleitos indiretamente por quatro anos...E FICAVAM SÓ QUATRO ANOS

Não me lembro de Sarneys, (até o Sarney andava na linha rsrs) ou Suplicys no Senado daqueles tempos, mensalões, dança da pizza, etc...lá vivia a esquerda, mas comportava-se.MST, ONGs, PCC, CV???? Não , nem em sonho.

Presidente sócio das FARCs? Hahahah fala sério!....Isso é invenção moderna

Mídia manipulando e invertendo valores em cabeças-de-abobrinhas feito o Rico e o Herman?? Não também “Orgulho Gay” – “Orgulho Negro” – orgulho isso orgulho aquilo.? ..

Nada disso, éramos brasileiros, todos. Agora temos até “ Orgulho Hetero” – Né, Gisele? Rsrs Muito boa essa, o sujeito orgulhar-se de ser hetero, normal , natural – Logo teremos também Orgulho Pedófilo – Orgulho Estupro – Orgulho Abortista, Orgulho Bandido de toda espécie, afinal são opções também.Blá, Blá, Blá!... perda de tempo do caralho!

Agora temos eleições se aproximando. Grande!Cadê a opção? Opção que justifique uma escolha nas urnas, cadê?Joseph Serra x Dilma Rousseff??O que os faz diferente? Um era terrorista de campo, o outro de gabinete....O que mudará com o vencedor da vez , o Joseph Serra?

Nada, nada, nada... – a não ser, com toda certeza, para pior! Pois continuar-se-á: aumento do assistencialismo eleitoreiro, mais e mais ONGs para serem sustentada com dinheiro público, MST será multiplicado, e aumento de leis protegendo bandidos, grupos sociais e étnicos de toda espécie.

VOCÊ, brasileiro terá sempre, por mais honesto e trabalhador que seja, uma LEI pronta para o Estado enquadrá-lo e prendê-lo, assim que se fizer necessário do ponto de vista do Estado


Prof. Valdeci/Sociologia pra fazer a cabeça da garotada

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

DEMITAM OS PROFESSORES RUINS


*Valdeci Ribeiro
Eu que sempre achei que todo problema da baixa qualidade da educação estava no aluno, sua falta de interesse, porque os conhecimentos não atingiam seu fim último, ou seja, “batiam fofo”, fui obrigado admitir que devia ser assim mesmo, que a frase: Só ensina quem aprende” era uma frustrada expectativa.

Mas, como pode um professor pensar assim? Por que ele propõe uma medida tão dura assim? Será que o fato de ver o quanto o professor é ruim põe fim nos problemas da educação?
Refletindo um pouco mais, pensei em alguns critérios, baseando-me na necessidade do dia a dia, tentando me avaliar se sou um desses ruins. Câncer da educação!!


Alguns professores não tem um curso de licenciatura na área em que estão atuando e não a dominam? São quebra galhos!!! Outros de áreas afins: informática, administradores, etc.
Vivem separado da leitura, apenas leêm o livro adotado para dar uma aulinha, e ainda se acham sábios?
Buscam tirar proveito em tudo, e cada um cuide de si mesmo?
Enrolam suas aulas com frivolidade, fingindo ser amigo demais de alunos e falando da vida pessoal e segredos fúteis o tempo todo, provocando pena e garantindo elogios no conselho de classe?
Ensinando palavras cruzadas para os alunos, utilizando jornais, dando brecha para a escola os criticar de malandro?
O que ocupa seu cérebro, a boca fala: tolices, banalidades, imagens ilusórias da vida?

Quem sabe ensinar para vida?
Concluí que muitos se parecem... muito com muitos!

Não merecen o salário que ganham!!!O ideal seria que se aumente o salário só dos bons professores. Só sei que o compromisso profissional deve ser condizente com a realidade. Senão a educação pagará um excessivo preço para se livrar do maus professores.

Pelo que estão as autoridades esperando? E nós professores pelo que estamos esperando?

Demita-se!!!! Pare de reclamar que ganha mal!!!!!


*Leciona Sociologia na Escola João Bento da Costa

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

ORGASMO FEMININO: AINDA É TABÚ



Na hora da relação sexual, atingir o orgasmo ainda é uma grande dificuldade para boa parte das mulheres. Dados da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo apontam que 18,2% das brasileiras recebem o diagnóstico de anorgasmia (ausência de orgasmo) e 5,2% de inibição sexual generalizada, que aponta para problemas de excitação durante as relações sexuais.
Mas, por que chegar ao clímax é assim tão complicado? De acordo com a terapeuta sexual Tânia das Graças Mauadie Santana, coordenadora do Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex), o que mais acarreta problemas é o lado psicológico da mulher. "A grande maioria dos diagnósticos de distúrbios sexuais é de natureza psicológica, social ou cultural. Somente 13% das pacientes têm problemas de natureza orgânica, como alterações hormonais ou distúrbios originados por alguma doença", explica.
A falta do orgasmo faz muitas mulheres acreditarem que são frígidas pelo fato de não chegarem ao orgasmo. Mas nem sempre é esse o motivo, já que a frigidez se caracteriza quando a mulher não apresenta nenhum desejo sexual. "Na realidade, ela não chega ao orgasmo porque não tem vontade alguma de fazer sexo. Outra característica do problema é a falta de lubrificação vaginal", diz o ginecologista.
Chegando lá Ter paciência e conhecer o próprio corpo pode ser um grande passo para conseguir alcançar o clímax. "As mulheres, em geral, apresentam uma demora maior quando o assunto é chegar ao orgasmo, isso é fisiológico", explica o ginecologista e obstetra Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano. "Os homens são mais rápidos, mas a relação sexual vai muito além da penetração, que normalmente é o que leva ao orgasmo masculino", diz ele. "Todo o preparo prévio, seja o clima romântico, as preliminares ou as carícias são fundamentais para que as mulheres cheguem ao orgasmo com mais facilidade", diz ele. Mas não é só isso.
Muitas vezes, pequenas atitudes podem agilizar o processo. A consultora de RH, Renata, diz que só resolveu o problema depois de reconhecer o que a fazia sentir prazer. "Namorava há mais de dois anos e nunca tinha chegado ao orgasmo. Então, resolvi procurar ajuda de um especialista, que sugeriu que eu me tocasse para conhecer melhor meu corpo, além de conversar abertamente com meu namorado. Segui seus conselhos e consegui me soltar mais na cama, e, consequentemente, o orgasmo apareceu", diz. Outras alternativas Para facilitar a chegada ao orgasmo, é preciso conhecer o corpo feminino, e isso vale tanto para os homens quanto para as próprias mulheres.
A masturbação é uma aliada, quando o assunto é chegar ao clímax, e a mulher pode usar o artifício em diversas ocasiões. "A mulher pode se masturbar sozinha, seja para reconhecer o corpo ou para sentir prazer, mas também pode usar o método durante as relações sexuais para provocar a excitação", diz o especialista.
"A mulher pode se masturbar sozinha, mas também pode usar o método durante as relações sexuais".

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

INFANCIA SEM CONSERVANTES

Passando por uma das ruas de Porto Velho tive que parar para degustar essa frutinha que faz parte das memorias da minha infançia. Como era maravilhoso passar tardes junto com alguns colegas desfrutando de várias frutas que compunham nossos quintais.

sábado, 17 de outubro de 2009

SALA DE AULA É UM LABORATÓRIO SIM!



A escola desse século tem que fazer a diferença,se o aluno não tem a capacidade de aprender não pode agir na sociedade.Para que serve a educação se não for para mudar a vida.

O ensino tem que chegar em casa para ajudar os pais a evoluirem no mundo,e isso se faz quando pegamos a sala de aula e juntamos com a vida.Somos agente de mudança porque vivemos em contantes transformações.


A escola tem que mudar de forma mais rápida,porque os meios de comunicação estão velozes.Temos que ensinar os alunos a serem agentes de mudanças e aí esta o desafio do professor o mundo mudou e temos que mudar com ele.Par ser esse agente transformador devemos trazer o olhar da criança sapeca,curiosa e para isso o professor tem que ser criativo.

A curiosidade é a mãe da ciência,a curiosidade instiga a aprendizagem.O homem aprende por dois motivos:necessidade e curiosidade.O que faz a criança ir para a escola?A curiosidade de confrontar emoções,ações.E o desafio do professor é fazer da escola um espaço curioso.


Curiosidade gera audiência e a nossa audiência enquanto educador que somos representa a evasão,a motivação,a aprendizagem.A educação tem que falar que eles querem entender,a escola tem que ser o lugar do conhecimento.Também colocou a questão de trabalharmos em equipe,fazendo atividades com que os alunos dependam um do outro com o intuíto de mostrar aos alunos de que a vida é viver em sociedade.


Trouxe a fala de Frenet que diz "aprendo de forma coletiva,para haver aaprendizagem tem que haver envolvimento,confiança".Ser professor é sinônimo de mudança."Mudam-se os tempos,mudam-se as vontades,muda-se o ser,muda-se a confiança.Todo o mundo é composto de mudança.Tomando sempre novas qualidades"Luíz Vaz de CamõesDiante dessa mudança fez um pequenos relato da questão inclusão escolar,colocando não é a teoria que vai nos fazer aprender mas sim a vontade de ensinar essa pessoa.

O medo faz agente acreditar de forma errada que não somos capazes de trabalhar com essa diferança.Educar é um ato de amor.

Prof. Valdeci Ribeiro leciona Sociologia no JBC

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PLANETA ÁGUA




Água que nasce na fonte Serena do mundo

E que abre um Profundo grotão

Água que faz inocente Riacho e deságua

Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios

Que levamA fertilidade ao sertão

Águas que banham aldeias

E matam a sede da população(...)

Águas que movem moinhos

São as mesmas águas Que encharcam o chão

E sempre voltam humildes

Pro fundo da terraPro fundo da terra...


Terra! Planeta Água

Terra! Planeta Água

Terra! Planeta Água...(2x)


A música Guilherme Arante representa a importância da água para o ciclo de vida das plantas, dos rios, do solo e do próprio homem. Quando a canção foi composta na década de 80. questões como desmatamento, urbanização acelerada, mudanças climáticas e avanços agropecuários começavam a ganha destaque no cenário mundial.

Cientistas estimam que 40% do território da Amazônia seja destruido em 20 anos, e 20% perderá sua caracteristica de floresta tropical.

Um dos principais vilões é a PECUÁRIA. Cerca de 75% das áreas desmatadas são destinadas à criação de gado. E onde entra a água nessa história? simple. Calcula-se que para cada quilograma de carne bovina são gastos de 13j mil a 15 mil litros de água. Para um quilograma de ceral, de mil a dois mil litros. "Nós não bebemos a água. nós a comemos".

O setor agrícoloa, grande consumidor de água potável também preocupa, Dados das Nações UNidas, garantem que a agricultura é responsável por cerca de 95% em alguns países em desenvolvimento econômico, que chegam a representar aproximadamente 1/4 das terras irrigáveis existentes.

O BRASIL é um dele. Apesar de ter cerca de 12% da água doce mundial, a distribuição geográfica do recurso hídrico é desigual(como tudo por aqui). Além de uma má repartição, o país enfrenta a poluição dos seus mananciais e o desperdício, que poderiam ser revertidos com a instalação de infra-estrutura urbana( como sistema de tratamento de água e esgoto) e ações de reaproveitamento.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

INSTINTO ANIMAL: pode Freud?



O primeiro grande conceito desenvolvido por Freud (1856-1939) foi o de Inconsciente. Ele inicia seu pensamento teórico assumindo que não há nenhuma descontinuidade na vida mental. Ele afirmou que nada ocorre por acaso e, muito menos, os processos mentais. Há uma causa para cada pensamento, para cada memória revivida, sentimento ou ação. Cada evento mental é causado pela intenção consciente ou inconsciente e é determinado pelos fatos que o precederam (determinismo psíquico). Uma vez que alguns eventos mentais "pareceram" ocorrer espontaneamente, Freud começou a procurar e descrever os elos ocultos que ligavam um evento consciente a outro. Quando um pensamento ou sentimento parece não estar relacionado aos pensamentos e sentimentos que o precederam, as conexões estão no inconsciente. Uma vez que estes elos inconscientes são descobertos, a aparente descontinuidade está resolvida.
(1) O consciente é apenas a ponta do iceberg.Freud em suas investigações na prática clínica sobre as causas e funcionamento das neuroses, descobriu que a grande maioria de pensamentos e desejos reprimidos referiam-se a conflitos de ordem sexual, localizados nos primeiros anos de vida dos indivíduos, isto é, na vida infantil estavam as experiências de caráter traumático, reprimidas, que se configuravam como origem dos sintomas atuais e, confirmava-se, desta forma, que as ocorrências deste período de vida deixam marcas profundas na estruturação da personalidade. As descobertas colocam a sexualidade no centro da vida psíquica e é desenvolvido o segundo conceito mais importante da teoria psicanalítica: a sexualidade infantil. Estas afirmações tiveram profundas repercussões na sociedade puritana da época pela concepção vigente de infância "inocente".
"Os principais aspectos destas descobertas são:
1. A função sexual existe desde o princípio de vida, logo após o nascimento e não só a partir da puberdade como afirmavam as idéias dominantes.
2. O período da sexualidade é longo e complexo até chegar a sexualidade adulta, onde as funções de reprodução e de obtenção de prazer podem estar associadas, tanto no homem como na mulher. Esta afirmação contrariava as idéias predominantes de que o sexo estava associado, exclusivamente a reprodução.
3. A libido, nas palavras de Freud, é a "energia dos instintos sexuais e só deles"

Foi no segundo dos "Três ensaios de sexualidade" das obras completas, que Freud postulou o processo de desenvolvimento psicossexual, o indivíduo encontra o prazer no próprio corpo, pois nos primeiros tempos de vida, a função sexual está intimamente ligada à sobrevivência. O corpo é erotizado, isto é, as excitações sexuais estão localizadas em partes do corpo (zonas erógenas) e há um desenvolvimento progressivo também ligado as modificações das formas de gratificação e de relação com o objeto, que levou Freud a chegar nas fases do desenvolvimento sexual:

Fase oral (0 a 2 anos) - a zona de erotização é a boca e o prazer ainda está ligado à ingestão de alimentos e à excitação da mucosa dos lábios e da cavidade bucal. Objetivo sexual consiste na incorporação do objeto.
Fase anal (entre 2 a 4 anos aproximadamente) - a zona de erotização é o ânus e o modo de relação do objeto é de "ativo" e "passivo", intimamente ligado ao controle dos esfíncteres (anal e uretral). Este controle é uma nova fonte de prazer.
Acontece entre 2 e 5 anos o complexo de édipo, e é em torno dele que ocorre a estruturação da personalidade do indivíduo. No complexo de Édipo, a mãe é o objeto de desejo do menino e o pai (ou a figura masculina que represente o pai) é o rival que impede seu acesso ao objeto desejado. Ele procura então assemelhar-se ao pai para "ter" a mãe, escolhendo-o como modelo de comportamento, passando a internalizar as regras e as normas sociais representadas e impostas pela autoridade paterna. Posteriormente por medo do pai, "desiste" da mãe, isto é, a mãe é "trocada" pela riqueza do mundo social e cultural e o garoto pode, então, participar do mundo social, pois tem suas regras básicas internalizadas através da identificação com o pai. Este processo também ocorre com as meninas, sendo invertidas as figuras de desejo e de identificação. Freud fala em Édipo feminino.
Fase fálica - a zona de erotização é o órgão sexual. Apresenta um objeto sexual e alguma convergência dos impulsos sexuais sobre esse objeto. Assinala o ponto culminante e o declínio do complexo de Édipo pela ameaça de castração. No caso do menino, a fase fálica se caracteriza por um interessse narcísico que ele tem pelo próprio pênis em contraposição à descoberta da ausência de pênis na menina. É essa diferença que vai marcar a oposição fálico-castrado que substitui, nessa fase, o par atividade-passividade da fase anal. Na menina esta constatação determina o surgimento da "inveja do pênis" e o conseqüente ressentimento para com a mãe "porque esta não lhe deu um pênis, o que será compensado com o desejo de Ter um filho.
Em seguida vem um período de latência, que se prolonga até a puberdade e se caracteriza por uma diminuição das atividades sexuais, como um intervalo.
Fase Genital - E, finalmente, na adolescência é atingida a última fase quando o objeto de erotização ou de desejo não está mais no próprio corpo, mas em um objeto externo ao indivíduo - o outro. Neste momento meninos e meninas estão conscientes de suas identidades sexuais distintas e começam a buscar formas de satisfazer suas necessidades eróticas e interpessoais.


Prof. Valdeci Ribeiro, Leciona Sociologia no JBC

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

SÍNDROME DE BURNOUT



Conversando com um amigo de trabalho nesta semana, fiquei sabendo que o mesmo passou mal dentro da sala de aula, e teve que ser levado as pressas para ser clinicado, um dos sitomas era a "pressão baixa". Na verdade o número de profissionais de educação com problemas de saúde é altissimo e as vezes penso que poderiamos ter mais qualidade de vida.
Até que ponto você é capaz de trabalhar sob pressão? Antes de responder a essa questão o profissional deve pensar na resposta que dará, pois quando ele estiver diante do estresse corporativo pode ser vítima da Síndrome de Burnout ou o chamado esgotamento no trabalho. Vale enfatizar que quando a pessoa ultrapassa seus limites, alguns sintomas surgem e comprometem o desempenho do profissional. Em casos mais acentuados, essa síndrome exige acompanhamento médico. Abaixo, algumas informações relevantes sobre esse mal:


1 - O termo Burnout vem do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim) e na gíria inglesa é usado para identificar os usuários de drogas que se deixaram consumir pelo vício. Esse termo foi criado pelo inglês Herbert Freudenberg, em 1974 e o "Burnout" pode ser traduzido como "Combustão Completa".
2 - A Síndrome de Burnout não deve ser confundida com depressão, pois está ligada a situações que envolvem o ambiente de trabalho do indivíduo. Já a depressão é relacionada a fatores da vida pessoal.
3 - Essa síndrome provoca sintomas no colaborador como, por exemplo: exaustão emocional; perda do entusiasmo pelas atividades laborais; irritação; falta de paciência com os colegas de trabalho; desmotivação; o indivíduo acredita ser incompetente para exercer suas atividades e não valoriza sua produtividade.
4 - Quem é acometido por essa síndrome também fica vulnerável a problemas que prejudicam a saúde física como: enxaquecas; insônia; dermatites e até problemas cardiovasculares.
5 - Muitos profissionais que sofrem da Síndrome de Burnout atuam em empresas que: predominam normas extremamente rígidas; são podadoras do potencial criativo das pessoas; não abrem espaço para a tomada de decisões e os desafios apresentados são em excesso, sem que sejam dadas condições para que os funcionários atinjam suas metas.
6 - Os gestores podem contribuir para que a Síndrome de Burnout não invada o ambiente corporativo. Para isso, ele precisa valorizar sua auto-estima, mas nunca acreditar que é o detentor da verdade absoluta e que é imune a cometer erros. Isso refletirá no clima organizacional e no grupo.
7 - A organização também tem papel fundamental na profilaxia à Síndrome de Burnout. Nesse sentido, é necessário identificar os agentes estressores que afetam os profissionais, modificá-los para que se adaptem às necessidades dos colaboradores. Esses fatores podem ser identificados através da comunicação face a face e também pela pesquisa de clima organizacional.
8 - As pessoas também podem adotar ações individuais que ajudam a mantê-las longe da Síndrome de Burnout. Dentre essas, podemos destacar: adoção de uma alimentação saudável e balanceada; prática de atividades físicas compatíveis com a realidade de cada um; manter uma regularidade para o sono; ingresso em grupos que realizem passeios periódicos ou mesmo atividades voluntárias.
9 - Mas é fundamental lembrar. Se a pessoa já se encontra com os sintomas da Síndrome de Burnout, não deve tentar resolver o problema isoladamente. É recomendado que se procure orientação de especialistas como psicólogos.
10 - Aos gestores escolares vale uma recomendação. Caso identifique um profissional com os sintomas da Síndrome de Burnout ou mesmo fatores estressores que contribuam para esse mal. Deve-se encaminhar esse profissional à um atendimento clínico para que o problema não caia no "esquecimento" e, dessa forma, sejam adotadas iniciativas para ajudar o colaborador que enfrenta esse sério problema.
De qualquer forma, fica o aviso aos colegas, ninguém melhor do que nós mesmos pra saber a hora que nosso organismo está pedindo socorro. Não somos máquinas, somos seres humanos e precisamos ser tratados como tal.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Vestibular, Futuro Profissional: eis a questão?





prof. valdeci



No último século surgiu mais um dilema shakespeariano para o ser humano solucionar, que vem se agravando com o passar dos anos, bem ao estilo de Hamlet, “ser ou não ser, eis a questão?”.


Atualmente milhões de jovens á véspera de ingressarem no 3º grau tentam responder a esta simples, mas enigmática pergunta.A verdade é que mesmo aqueles que já se decidiram profissionalmente mudam de opinião, largam à faculdade e até o trabalho após de formado e aventuram-se em outro curso para iniciar outra carreira, às vezes totalmente diferente da carreira anterior.


Não há vergonha nenhuma em fazer isso.São engenheiros que desejam ser psicólogos, advogados que querem ser dentistas, veterinários que pretendem ser atores e até médicos que abandonam seus consultórios para se tornarem músicos.Em minha opinião não existe uma regra ou receita para escolher uma carreira, do mesmo modo que não há receita para a vida ou para o casamento, existem possibilidades e todas elas motivadas pelo coração, pela paixão de fazer o que se gosta, mas somente essa paixão não garante sucesso, é preciso muito esforço e dedicação também.


Se compararmos a carreira com o casamento percebemos que existem algumas semelhanças, a primeira são dogmas sociais, as pessoas preferem ficar infelizes a trocar de casamento ou de carreiras. Segundo somente a paixão não basta, ela termina e passamos vivenciar o dia a dia então lembre-se de que tudo na vida tem um lado chato e na sua carreira não será diferente, nem tudo serão flores. Terceiro você nunca deve parar de evoluir senão acabará tanto com a sua carreira como o seu casamento.Como não existem formulas mágicas seguem dicas daquilo que não devemos fazer:




• Não ceda a pressão dos seus pais e parentes seja para dar continuidade à geração de médicos da família ou porque o sonho da sua mãe é ter um filho doutor. A carreira é sua então a decisão é sua.


• Competência não tem profissão, nem idade por isso não pense em dinheiro quando for escolher sua carreira, isso é conseqüência.


• Não gere expectativas errôneas sobre as carreiras, se você, por exemplo, quer ser um designer de games procure alguém que faça isso e acompanhe seu trabalho por um período para conhecê-lo. Pesquise.


• Cuidado com as carreiras da moda ou do futuro, uma profissão pode estar em ascensão agora, mas isso não significa que ela vai estar em alta quando você entrar no mercado de trabalho.Também é fundamental saber quais são suas vocações.




Todos possuem vocações distintas que podem e devem lhe ajudar na escolha da carreira. Procure saber quais as suas. Para isso procure um profissional competente para orientá-lo, pois ele é essencial nesta fase do processo isso facilitará a sua escolha, ajudará a descobrir as suas motivações e habilidades e com certeza lhe dará mais segurança, diminuindo assim as chances de uma escolha equivocada.


Testes vocacionais são validos, mas eles apenas indicam tendências e não certezas alem disso em alguns casos podem agravar ainda mais a nossa angustia se não tivermos antes feito a nossa lição de casa. O que eu chamo de lição de casa é pegar um papel, dividi-lo em 4 partes iguais, faça uma linha na horizontal e outra na vertical, depois em cada quadrado responda nessa ordem, o que:
Adoro,


odeio


gosto e não gosto.




Esta é uma lição de auto-conhecimento. Pegue esta folha e anote em cada um dos quadrantes as respostas. Por exemplo, se você odeia matemática, dificilmente será um engenheiro por outro lado se odeia sangue com certeza não será um bom médico, dentista ou veterinário, mas o simples fato de você amar musica ou teatro não significa também que você tem vocação para ser um artista. O objetivo do exercício é descobrir quais são as suas motivações básicas.


Você deve ter um nível de auto conhecimento, bom o bastante que o permita responder sobre o que gosta de fazer, quais suas habilidades, o que espera do futuro, além de estar a par da situação do mercado atual.Ao terminar de fazer isso, realize uma viagem mental, imagine-se exercendo a sua profissão pelas próximas décadas e depois com 100 anos sentado em uma poltrona contando aos seus bisnetos como você foi feliz na escolha de sua carreira.




quinta-feira, 1 de outubro de 2009

I SEMINARIO ESTADUAL DE SOCIOLOGIA E FILOSOFIA



Foi realizado nos dias 29,30 e 01/10 no Hotel Rondon Palace em Porto Velho, o primeiro seminário estadual para debater e refletirmos sobre a importância e o papel das disciplinas de Sociologia e Filosofia.

Durante séculos questões éticas vem sendo debatidas e o homem ainda não encontrou a melhor forma de tornar a sociedade mais justa e correta. Continuamos tendo os problemas da miséria, fome, desigualdades sociais, violência, guerra etc. Temos no momento atual, novas dimensões de aplicabilidade da Ética, que impõem, por exemplo, relações de interdependência social que desconjuntam a moral individualista herdada da educação icional, ou ainda pela ética da familia e da reprodução familiar, nas quais os costumes estão largamente ultrapassados pelas possibilidades das ciências médicas e pela engenharia genética.

Não basta apenas transmitir conteúdos e metodologias de pesquisas ao jovens e sim prepará-los para viver em sociedade, respeitando regras que refletem a vontade codificada da maioria, atentos ao espaço do outro e, sobretudo, embora os seres humanos tendam a supervalorizar suas qualidades, e as qualidades do grupo a que pertencem e a alimentar preconceitos desfavoráveis em relação aos outros, precisamos capacitá-los para saudaar a contibuição de cada grupo social como enriquecedora do ambiente.

É preciso acrescentar que a entrada da Sociologia, como disciplina escolar obrigatória, se deveu em aprte a necessidade de se compreender cientificamene toda a diversidade de costumes, crenças e organização social existente em todo o vasto continente brasileiro.

O papel das Ciências Sociais no Brasil, se é que assim podemos defini-lo, nunca foi realizar estudos com frieza e objetividade das realidades sociais estudadas. Mas, principalmente, oferecer uma interpretação crítica dessa mesma realidade, que possa apontar caminhos para que as pessoas se conheçame se reconheçam melhor em suas vidas cotidianas. Por outro lado, a atividade cientifica exige a postura da dúvida, supõe que não existem verdades absolutas.

Em 2 de junho de 2008 foi sancionada a lei 11.684, que altera o artigo 36 da Lei nº 9394/96, tornando obrigatório o ensino de Filosofia e Sociologia em todas as séries do ensino médio.

Cabe à nós profissionais em educação, que por opção ou não de estar trabalhando com as disciplinas de Filosofia e Sociologia, verificar as consistências e a necessidade do ensino de filosofia e sociologia. Educar em direitos humanos é fomentar processos de educação formal e não formal, de modo a contribuir para a construção da cidadania, o conhecimento dos direitos fundamentais, o respeito à pluralidade e à diversidade sexual, étnica, racial, cultural, de gêneros e de crenças religiosas.
No geral, foi muito bom esse encontro parabéns aos professores Dr. Giovani Lunardi, Ninno Amorim, Marcio Secco, Dra. Walterlina Brasil e Ms. Adilson Siqueira. Os temas apresentados foram I. Reflexões acerca da filosofia e sociologia no ensino médio II. Os parametros curriculare nacionais a filosofia e sociologia III. Os valores na perspectiva filosófica e sociologica IV. Ciencias Sociais e seu papel na sociedade V. História da Filosofia e Sociologia.
Prof. Valdeci Ribeiro, leciona Sociologia na Escola João Bento da Costa.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - causas



Entre os anos de 1870 e 1914, o mundo vivia a euforia da chamada Belle Epóque (Bela Época). Do ponto de vista da burguesia dos grandes países industrializados, o planeta experimentava um tempo de progresso econômico e tecnológico. Confiantes de que a civilização atingira o ápice de suas potencialidades, os países ricos viviam a simples expectativa de disseminar seus paradigmas às nações menos desenvolvidas. Entretanto, todo esse otimismo encobria um sério conjunto de tensões.

Com o passar do tempo, a relação entre os maiores países industrializados se transformou em uma relação marcada pelo signo da disputa e da tensão. Nações como Itália, Alemanha e Japão, promoveram a modernização de suas economias. Com isso, a concorrência pelos territórios imperialistas acabava se acirrando a cada dia. Orientados pela lógica do lucro capitalista, as potências industriais disputavam cada palmo das matérias-primas e dos mercados consumidores mundiais.

Um dos primeiros sinais dessa vindoura crise se deu por meio de uma intensa corrida armamentista. Preocupados em manter e conquistar territórios, os países europeus investiam em uma pesada tecnologia de guerra e empreendia meios para engrossar as fileiras de seus exércitos.

Nesse último aspecto, vale lembrar que a ideologia nacionalista alimentava um sentimento utópico de superioridade que abalava o bom entendimento entre as nações.Outra importante experiência ligada a esse clima de rivalidade pôde ser observada com o desenvolvimento da chamada “política de alianças”.

Através da assinatura de acordos político-militares, os países europeus se dividiram nos futuros blocos políticos que conduziriam a Primeira Guerra Mundial. Por fim, o Velho Mundo estava dividido entre a Tríplice Aliança – formada por Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália – e a Tríplice Entente – composta por Rússia, França e Inglaterra.Mediante esse contexto, tínhamos formado o terrível “barril de pólvora” que explodiria com o início da guerra em 1914.

Utilizando da disputa política pela região dos Bálcãs, a Europa detonou um conflito que inaugurava o temível poder de metralhadoras, submarinos, tanques, aviões e gases venenosos. Ao longo de quatro anos, a destruição e morte de milhares impuseram a revisão do antigo paradigma que lançava o mundo europeu como um modelo a ser seguido.


Prof. Valdeci Ribeiro, leciona Sociologia no JBC

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

DISCURSO SOBRE "SEXO"




A sociedade vive desde o século XVIII, com a ascensão da burguesia, uma fase de repressão sexual. Nessa fase, o sexo se reduz a sua função reprodutora e o casal procriador passa a ser o modelo. O que sobra vira anormal - é expulso, negado e reduzido ao silêncio.

Mas a sociedade burguesa - hipócrita - vê-se forçada a algumas concessões. Ela restringe as sexualidades ilegítimas a lugares onde possam dar lucros, como nas casas de prostituição e hospitais psiquiátricos.

A justificativa para isso seria que, em uma época em que a força de trabalho é muito explorada, as energias não podem ser dissipadas nos prazeres. Certo?Segundo Michel Foucault, filósofo francês, está quase tudo errado. A hipótese descrita acima é chamada por ele de hipótese repressiva e vem sendo aceita quase como uma verdade absoluta.

Mas Foucault descontrói esse pensamento e formula uma nova e desconcertante hipótese, mostrando a seus leitores que ainda que certas explicações funcionem, elas não podem ser encaradas como as únicas verdadeiras, pois, segundo ele, a verdade nada mais é do que uma mentira que não pode contestada em um determinado momento.De certa forma, a hipótese repressiva não pode ser contestada, já que serve bem à sociedade atual. Foucault afirma que, para nós, é gratificante formular em termos de repressão as relações de sexo e poder por uma série de motivos.

Primeiramente, porque, se o sexo é reprimido, o simples fato de falar dele e de sua repressão ganham um ar de transgressão. Segundo, porque, aceitando-se a hipótese repressiva, pode-se vincular revolução e prazer, pode-se falar num período em que tudo vai ser bom: o da liberação sexual. Sexo, revelação da verdade, inversão da lei do mundo são, hoje, coisas ligadas entre si. Finalmente, insiste-se na hipótese repressiva porque aí tudo que se diz sobre o sexo ganha valor mercantil. Por exemplo, certas pessoas (psicólogos) são pagas para ouvirem falar da vida sexual dos outros.Esse enunciado da hipótese repressiva vem acompanhado de uma forma de pregação: a afirmação de uma sexualidade reprimida é acompanhada de um discurso destinado a dizer a verdade sobre o sexo.

Foucault, no livro História da Sexualidade I, interroga o caso de uma sociedade que há mais de um século se "fustiga ruidosamente por sua hipocrisia, fala prolixamente de seu próprio silêncio, obstina-se em detalhar o que não se diz e promete-se liberar das leis que a fazem funcionar". A questão básica não é "por que somos reprimidos, mas por que dizemos, com tanta paixão, com tanto rancor contra nosso passado mais próximo, contra nosso presente e contra nós mesmos que somos reprimidos?".A partir daí, o autor nos propõe uma série de questionamentos: a repressão sexual é mesmo uma evidência histórica, como tanto se afirma por aí? Serão os meios de que se utiliza o poder mesmo repressivos? Será que não se utilizam de formas mais ardilosas e discretas de poder? A crítica feita à repressão quer mesmo acabar com esta ou faz parte da mesma rede histórica que denuncia? Existe mesmo uma ruptura histórica entre Idade da repressão e a análise crítica da repressão? Não seria para incitar a falar sobre ele que o sexo é exibido como segredo que é indispensável desencavar?

Não é que Foucault diga que o sexo não vem sendo reprimido; afirma, sim, que essa interdição não é o elemento fundamental e constituinte a partir do qual se pode escrever a história do sexo a partir da Idade Moderna. Ele coloca a hipótese repressiva numa economia geral dos discursos sobre sexo a partir do século XVII. Mostra que todos esses elementos negativos ligados ao sexo (proibição, repressão etc.) têm uma função local e tática numa colocação discursiva, numa técnica de poder, numa vontade de saber.

A hipótese de Foucault é que há, a partir do século XVIII, uma proliferação de discursos sobre sexo. Diz ele que foi o próprio poder que incitou essa proliferação de discursos, através de instituições como a Igreja, a escola, a família, o consultório médico. Essas instituições não visavam proibir ou reduzir a prática sexual. Visavam, sim, o controle do indivíduo e da população.A explosão discursiva sobre sexo de que trata Foucault veio acompanhada de uma depuração do vocabulário sobre sexo autorizado, assim como de uma definição de onde e de quando podia se falar dele. Regiões de silêncio - ou, pelo menos, de discrição - foram estabelecidas entre pais e filhos, educadores e alunos, patrões e serviçais etc.A Igreja Católica, com a Contra-Reforma, deu início ao processo de incitação dos discursos sobre sexo ao estimular o aumento das confissões ao padre e também a si mesmo.

As "insinuações da carne" têm de ser ditas em detalhes, incluindo os pensamentos sobre sexo. O bom cristão deve procurar fazer de todo o seu desejo um discurso. Ainda que tenha havido uma interdição de certas palavras, esta é apenas um dispositivo secundário em relação a essa grande sujeição, é apenas uma maneira de tornar o discurso sobre sexo moralmente aceitável e tecnicamente útil.Ainda no século XVIII e principalmente no século XIX, houve uma dispersão dos focos de discurso sobre o sexo, que antes eram restritos à Igreja. Houve uma explosão de discursos sobre sexo, que tomaram forma nas diversas disciplinas, além de se diversificarem na forma também. A medicina, a psiquiatria, a justiça penal, a demografia, a crítica política também passam a se preocupar com o sexo. Analisa-se, contabiliza-se, classifica-se, especifica-se a prática sexual, através de pesquisas quantitativas ou causais.Esses discurso são, realmente, moralistas, mas isso não é o essencial.

O essencial é que eles revelam a necessidade reconhecida de superar esse moralismo. Supõe-se que se deve falar de sexo, mas não apenas como uma coisa que se deve simplesmente coordenar ou tolerar, mas gerir, inserir em sistemas de utilidade, regular para o bem de todos, fazer funcionar segundo um padrão ótimo. O sexo não se julga apenas, mas administra-se .

Portanto, regula-se o sexo não pela proibição, mas por meio de discursos úteis e públicos, visando fortalecer e aumentar a potência do Estado (que não significa aqui estritamente República, mas também cada um dos membros que o compõe).Um dos exemplos práticos dos motivos para se regular o sexo foi o surgimento da população como problema econômico e político, sendo necessário analisar a taxa de natalidade, a idade do casamento, a precocidade e a freqüência das relações sexuais, a maneira de torná-las fecundas ou estéreis e assim por diante. Pela primeira vez, a fortuna e o futuro da sociedade eram ligados à maneira como cada pessoa usava o seu sexo. O aumento dos discursos sobre sexo pode, então, ter visado produzir uma sexualidade economicamente útil.Da mesma forma em que o sexo passou a ser um problema para a demografia, também passou a despertar as atenções de pedagogos e psiquiatras. Na pedagogia, há a elaboração de um discurso acerca do sexo das crianças, enquanto, na psiquiatria, estabelece-se o conjunto das perversões sexuais. Ao se assinalar os perigos, despertam-se as atenções em torno do sexo. Irradiam-se discursos, intensificando a consciência de um perigo incessante - o que incita cada vez mais o falar sobre sexo.O exame médico, a investigação psiquiátrica, o relatório pedagógico, o controle familiar, que aparentemente visam apenas vigiar e reprimir essas sexualidades periféricas, funcionam, na verdade, como mecanismos de dupla incitação: prazer e poder. "Prazer em exercer um poder que questiona, fiscaliza, espreita, espia, investiga, apalpa, revela; prazer de escapar a esse poder. Poder que se deixa invadir pelo prazer que persegue - poder que se afirma no prazer de mostrar-se, de escandalizar, de resistir." Prazer e poder se reforçam.Pode-se afirmar, então, que um novo prazer surgiu: o de contar e o de ouvir. É a obrigação da confissão, que se difundiu tão amplamente, que já está tão profundamente incorporada a nós, que não a percebemos mais como efeito de um poder que nos coage. A confissão se diversificou e tomou novas formas: interrogatórios, consultas, narrativas autobiográficas. O dever de dizer tudo e o poder de interrogar sobre tudo se justificam no princípio de que a conduta sexual é capaz de provocar as conseqüências mais variadas, ao longo de toda a existência. O sexo aparece como uma superfície de repercussão para outras doenças. Mas pressupõe-se que a verdade cura quando dita a tempo e quando dita a quem é devido.

Michel Foucault constrói, portanto, uma nova hipótese acerca da sexualidade humana, segundo a qual esta não deve ser concebida como um dado da natureza que o poder tenta reprimir. Deve, sim, ser encarada como produto do encadeamento da estimulação dos corpos, da intensificação dos prazeres, da incitação ao discurso, da formação dos conhecimentos, do reforço dos controles e das resistências.

As sexualidades são, assim, socialmente construídas. Assim como a hipótese repressiva, é uma explicação que funciona. Cada um que aceite a verdade que mais lhe convém. Ou invente novas verdades.


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PARÓDIA: DITADURA MILITAR




A Ditadura Militar









Para estudar a tal ditadura
Com a guerra fria eu vou ter que analisar
Tem Castelo Branco, Costa e Silva e Mádici
Geisel, Figueiredo pra redemocratizar
Em 64, Jango golpeado
Com a burguesia e a igreja a apoiar
Financiamento Norte-americano
Para o comunismo no Brasil não se implantar

Bipartidarismo
A censura tem
Com esse raio de tortura
Os militares se mantêm
Bipartidarismo
A censura tem
Conhecer a ditadura
Com esse raio de tortura
Os militares se mantêm

Na economia, o Brasil modernizo
Imagina tu como ficou devendo
Multinacional que por aqui se instalo
E a concentração de renda se fortalecendo
E no auge da ditadura
Com o AI-5 a repressão vai aumentar
Logo após o caso Moreira Alves
Passeata dos cem mil para redemocratizar

Bipartidarismo
A censura tem
Com esse raio de tortura
Os militares se mantêm
Bipartidarismo
A censura tem
Conhecer a ditadura
Com esse raio de tortura
Os militares se mantêm

Ernesto Geisel começou a abertura
De forma lenta, gradual e segura
Novos partidos, Figueiredo permitia
Anistia, anistia, anistia!"
Diretas Já" em 84 sucumbia
A nova república Tancredo inicia

Bipartidarismo
A censura tem
Com esse raio de tortura
Os militares se mantêm
Bipartidarismo
A censura tem
Conhecer a ditadura
Com esse raio de tortura
Os militares se mantêm

domingo, 13 de setembro de 2009

OS PARTIDOS POLÍTICOS NO IMPÉRIO



* Prof. Valdeci Ribeiro
Com certeza, qualquer brasileiro que se interesse por política já ouviu ou leu alguma avaliação pouco abonadora sobre os partidos politicos aqui existentes. É comum dizer-se que no Brasil eles não funcionam, não atuam na política do dia-a-dia, não olham para a sociedade e suas necessidades mais urgentes. E que seus integrantes, como deputados e senadores, representam a sim mesmos, pois olham somente para os próprios interesses e ignoram os programas e as ideologias das usas próprias organizações políticas. Numa linguagem bem a gosto do torcedor de futebol, comenta-se que os deputados e senadores, a toda hora, vestem qualquer camisa, não importando o clube, desde que polpudos ganhos estejam garantidos no fim de tudo.

A quem interessa que os partidos políticos sejam assim, fracos na representação da sociedade, sem definição política e ideológica? Por que esse problema que vem do período imperial permance nos dias atuais?
No Brasil a nossa história foi se fazendo com mluitas diferenças em relação à europeia, ou à americana. O capitalismo tardio e a sociedade escravocrata ou excludente fizeram da vida política um espaço de atuação para poucos e que dispensa a participação das classes médias no poder político.

No Império, já no final do Primeiro Reinado(1827), e inico da Regência, surgem os liberais dominantes, que o formam o Partido Moderado(chimango), em oposição aos extremados, os liberais exaltados e os restauradores(caramurus). No período da Regêçncia do Padre Feijó, divergências no seio do Partido Moderdo abrem caminho para o surgimento dos "regressistas" e dos "progressistas", que formarão a base dos futuros conservadores e liberais.

As idéias, os valores, os interesses, a visão de mundo dos setores dominantes, mal se diferenciavam, não justificavam bem caminhos tão distintos entre seus partidos politicos. Liberais e Conservadores eram partidos politicos que se originavam do mesmo meio social, da mesma propriedade latifundiária e escravista.As diferenças apareciam em época de crise, e tinham sempre um conteúdo regional.

Sem entrar no mérito dessa discussão, o que se percebe, ao se levantar a questão dos partidos políticos perante uma sociedade que sempre teve que contar com o Estado para a construção de sua vida material e opções políticas dominantes, é a existêçncia concreta de exíguos espaços para uma democracia social.

* Leciona Sociologia no JBC


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

RETALHOS DA HISTORIA DE RONDÔNIA




Quando o Governador Jorge Teixeira chegou a Rondônia depois de uma excelente administração como Comandante do Colégio Militar de Manaus e depois como o prefeito que modificou e transformou a Manaus antiga em uma Manaus moderna, com belas praças, viadutos, novos bairros, transportes e vias rápidas, a expectativa do povo rondoniense era grande pela vinda daquele militar que se contavam maravilhas. Porto Velho fez festa para receber o substituto do Gov. Humberto da Silva Guedes, que tinha cumprido com maestria (que a historia registre para se fazer justiça) sua missão, dando inicio as grandes transformações que faria com que o Território fosse elevado a categoria de Estado (criação dos municípios de Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno e Vilhena; extinção da Guarda Territorial e criação da Secretaria de Segurança Publica com a Policia Militar e Policia Civil; Construção do Quartel da PM idêntico ao de Brasília DF, Construção do prédio do Detran, IML, Instituto de Identificação e Instituto de Criminalística na Av. Kennedy (hoje Jorge Teixeira, através de projeto de lei do vereador Lucivaldo Souza- Legislatura1983 a 1989); Criação de diversas Secretarias que antes eram departamentos etc. O Coronel Humberto Guedes merecia muito mais do que tem recebido de Rondônia. Mas voltemos ao seu sucessor “Teixeirão”, como o povo carinhosamente o chamava, pelo seu porte e desenvoltura, um verdadeiro trator para trabalhar. Chegando a nossa Capital em seu primeiro discurso, já deixou claro que tinha aceitado aquela missão para governar um Estado e não um Território, e que seus colaboradores teriam que se acostumarem ao seu ritmo, pois seu lema era “trabalho, trabalho, trabalho”. Entre eles estava Dr. José Renato da Frota Uchoa (o cérebro) que merece um capitulo a parte pela sua inteligência, competência, fidelidade. “Teixeirão” pos mãos a obra, e como prometido transformou Rondônia em um canteiro de obras.


Com raras exceções, a maioria do seu secretariado era filho da terra ou nela já morava como José Francisco Chiquilito Coimbra Erse, (Administração), Dr. Adelino Silva, Viriato Moura, Helio Maximo Pereira (tinha sido Superintendente de PF), Willian Cury (Agricultura), Hamilton Almeida (Fazenda), outros que a lembrança agora me falha, mas que o nobre poeta tem em seus arquivos. Para administrar a Capital Porto Velho o governador trouxe de Manaus o Engenheiro Civil Francisco Paiva, fato que gerou polemica e descontentamento para os portovelhenses, principalmente os políticos; (Rondônia não tinha ainda Assembléia Legislativa) e a Câmara municipal de Porto Velho com representantes eleitos pelos diversos distritos (nas eleições de 1976 Ariquemes ou Vila Garimpeira, Ji-Paraná ou Vila de Rondônia, Cacoal, Pimenta Bueno e Vilhena, eram Distritos de Porto Velho, e elegiam seus vereadores) era quem ecoava os anseios do povo. Francisco Paiva começou seu trabalho como prefeito, com todo apoio do Governador, e embora tivesse escolhido seu secretariado com os quadros Rondoniense, Sebastião Assef Valadares, Haroldo Leite, Manuel Médici Jurado, Rubens Moreira Mendes, e contasse com a maioria na Câmara, com entre outros, os vereadores Amizael Gomes da Silva, Marise Castiel, Itamar Dantas;

Teve contra si uma manobra bem urdida fomentada pelo Advogado e iniciante de político Odacir Soares, que depois de contar com a adesão de todo secretariado municipal mais os vereadores da Arena, o Governador Jorge Teixeira foi obrigado a exonerar Francisco Paiva, e nomeou (para desespero de Odacir que pretendia ser o ungido) Sebastião Assef Valadares para prefeito. Tião foi um excelente prefeito e ajudou e continua ajudando no desenvolvimento do Estado de Rondônia. Seu secretariado também foi de fundamental importância para nossa Capital. Até a próxima, tenho muito que contar desde a chegada do “Teixeirão” em Rondônia. Quando falei que Odacir Soares era iniciante na política, era porque o mesmo embora já tivesse sido Prefeito de Porto Velho nomeado, na sua primeira tentativa de ser Deputado Federal, (o Território Federal tinha duas vagas) nas eleições de 1978, o mesmo perdeu para JERONIMO SANTANA (eleito pela terceira vez) e para o candidato do governador Humberto Guedes, o gerente do Banco do Brasil de Guajará-Mirim, ISAAC NEWTON, que do qual ficou como suplente, vindo depois a assumir por dois anos em uma transação até hoje não muito bem explicada, mas que terminou com a carreira política e funcional do Deputado Isaac Newton.

Jerônimo Santana, nesta legislatura deu o maior vexame de sua carreira parlamentar, pois na votação do Projeto de Lei que transformava o Território de Rondônia em Estado, o mesmo, que não teve sua emenda que obrigava eleições diretas para governador acatada pelo relator do projeto, Deputado por São Paulo ANTONIO MORIMOTO (falecido recentemente), se ausentou do plenário esperando que a bancada do PMDB fizesse o mesmo, fato que não aconteceu, e quando o mesmo correu para o Plenário, a votação já tinha sido encerrada, e pelo que conta os presentes na ocasião o nobre Deputado chegou mesmo a desmaiar, enquanto o povo comemorava nas ruas das cidades rondonienses o primeiro passo para a criação do Estado de Rondônia.Nesta eleição eu fui destacado juntamente com minha equipe para o Distrito de Rolim de Moura. Saímos de avião dois dias antes para Cacoal, mas quando chegamos lá, o Delegado nos avisou que já tinha mandado uma equipe no dia anterior, pois a estrada estava péssima, a ponte tinha caído e estava se gastando quase três dias para chegar lá. Ficamos então em Cacoal no Hotel Decolores (que existe até hoje), dando segurança ao Juiz de Direito do Distrito Federal e Territórios, Dr. Benedito.

Cacoal foi um dos poucos lugares que Odacir Soares foi vencedor e levamos uma bronca do Governador e do Secretario que não queriam de forma alguma a vitória do mesmo. O Governador Guedes mostrou sua força política, ao tirar um bancário sem tradição política e de um colégio eleitoral pequeno e fazê-lo o grande vencedor. Pena que depois ele entregou o mandato ao Odacir Soares, não honrando o esforço dos que o elegeram. Anos depois, Odacir já Senador da Republica, encontrei Isaac Newton no aeroporto em Brasília-DF, desesperado querendo matar Odacir. Juntamente com o vereador Lucindo Quintans e o Assessor Parlamentar José Carlos Cavalcante, pegamos uma carona do mesmo até o apartamento do Deputado Federal Chiquilito Erse.E só soubemos de noticias do ex-Deputado meses depois, através da imprensa nacional


A chegada do governador “Teixeirão” a Rondônia transformou o Territórioem um canteiro de obras, o homem não parava de trabalhar, acompanhar o ritmo dele era um sacrifício para todos, mas como dizia “não queria moleirão na sua equipe”. Segunda-feira ele dedicava a Capital Porto Velho, pegava o prefeito cedo (primeiro Francisco Paiva depois Sebastião Valadares) e ia visitar as frentes de trabalho. As levas de imigrantes chegavam toda hora, precisando de casa, terrenos, água, luz, esgotos, escolas, postos de saúde e hospitais, e “Teixeirão” se dividia entre Brasília, Porto Velho e o interior de Rondônia, buscava recursos e corria para aplicar o que conseguia. Mandou construir os dois primeiros conjuntos habitacionais de Rondônia, Santo Antonio para os técnicos e o Mal. Rondon para os funcionários menos graduado.Derrubou diversos prédios e construiu outros novos, asfaltou ruas, fez galerias de esgotos e construía escolas por onde passava. Rondônia era uma febre, gente chegando de todos os cantos, o Incra distribuindo terras e o governo do Território dando o apoio que o colono precisava, primeiro através da Secretaria de Agricultura e depois através da Companhia de desenvolvimento Agrícola de Rondônia (Codaron), empresa criada para fomentar a agricultura e o desenvolvimento rural, que foi comandada pelo competente técnico William Cury e uma equipe dos melhores profissionais (e políticos, mas isto é outra historia que contaremos mais adiante), que entre os destaques, podemos citar a criação dos NUARES (Núcleo Urbano de Apoio Rural), que se transformaram rapidamente em municípios e fez com que o Banco Mundial premiasse Rondônia e o William Cury, oferecendo-lhe um Cargo elevado na direção daquela instituição, o que não foi aceito pelo Cury.

O governador Jorge Teixeira, para acompanhar as obras no interior, requisitou ao Incra sua sede no distrito de Ouro Preto do Oeste, e ali estabeleceu o Palácio dos despachos, onde permanecia pelo menos três dias por semana, se deslocando de helicóptero, carro, barco, muitas vezes a pé,Certa vez nos estávamos em uma linha próxima estávamos em uma linha próxima a Ji-Paraná quando o carro quebrou e ele fez todo mundo voltar a pé, no caminho encontrou um colono com malaria, que não conseguia caminhar, ele não contou conversa, para desespero meu, Dr. Helio Maximo e outros que faziam parte da comitiva, ele colocou o colono nas costas e fomos revezando, até sairmos na Br.Enquanto o governador trabalhava, tanto em campo, como em Brasília para atrair recursos, era muitas vezes atrapalhado pelos políticos que não viam com bons olhos o seu corre-corre intenso, principalmente com a criação de novos municípios (Jaru, Ouro Preto do Oeste, Espigão do Oeste), e nomeação dos prefeitos.Com a redemocratização do Pais e o retorno do pluralismo político em 1980, foi o governador buscar nas fileiras do MDB, o medico de Ji-Paraná, CLAUDIONOR RORIZ, para organizar e fundar o PDS, partido que substituio a ARENA, e que nas eleições de 1982 teria vitória esmagadora contra o novo PMDB.Mas vocês vão ter aguardar, pois aí é que efetivamente eu entro na política, através do “barbudo” Claudionor Roriz e João Wilson Godin.


CLAUDIONOR RORIZ E O PDS
Como falei no tópico anterior foi através do Dr. Claudionor Roriz, medico dos bons, político de bastidores dos melhores, que entrei na política partidária, através da JDS (Juventude Democrata Social do PDS), que com a abertura política do Presidente Figueiredo o pluripartidarismo voltou a vigorar no Brasil e o Claudionor foi arrancado das hostes do MDB, agora PMDB pelo Teixeirão para criar o Partido Democrata Social que entrava em substituição a antiga ARENA (Aliança Renovadora Nacional). O mais engraçado é que eu tinha recebido um convite do meu amigo José Neumar, que trabalhava no escritório de advocacia do Rubens Moreira Mendes, Francisco Balbi (então esposo de Nazaré Erse) e Manoel Médici Jurado ali na Carlos Gomes onde hoje deve ser o Bradesco e eu trabalhava na Central de Policia, 1º DP, que ficava na Av. Farquar com a AV. Carlos Gomes. Minha amizade com Neumar vinha desde quando eu trabalhava com meu tio Swami Otto Barbosa e Benedito, o famoso Bené que depois viria a se formar em Ciências Contábeis na Unir e após passar no Concurso do Tribunal de Contas do Estado, foi tragicamente assassinado em um assalto a uma agencia bancaria que funcionava no prédio daquela Instituição. Então como dizia meu primeiro emprego em Rondônia foi no escritório de Contabilidade S/C Contabil que funcionava no subsolo do edifício do Dr. Rosseti, ao lado da casa de Luiz Tourinho, sub-esquina da Ladeira Comendador Centeno , na rua José do Patrocínio, onde os irmãos Mario e Mauricio Calisto tinham a loja de moveis Rondolar antes de partirem para as empresas de comunicação através da Radio Eldorado e Jornal O Estadão do Norte.


Retirado da Comunidade Historia de Rondônia eu vivi: João Paulo das Virgens

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A fenomenal EFMM




A Estrada de Ferro Madeira Mamoré, localizada no interior da Floresta Amazônica, é uma das menos conhecidas e mais faladas ferrovias nacionais e quem sabe do mundo, pois ainda hoje são grandes a mística, as lendas e as histórias que cercam sua idealização, construção e operação nos confins do Brasil, por um punhado de homens corajosos e decididos, que levaram o progresso a uma região até então virtualmente inexplorada e selvagem, pagando para isso um preço altíssimo em termos de vidas humanas perdidas, reputações criadas e destruídas, perdas materiais e muitos atos de de heroísmo e lições de dedicação, etc...
Delírios ufanistas, razões de ordens estratégicas e econômicas, sonhos da descoberta de um "Eldorado" na região, muitas foram as motivações que levaram milhares de pessoas a entregarem suas vidas e sua saúde nesse empreendimento, bem como foram muitas as empresas Brasileiras, Americanas e Inglesas que, visualizando um futuro de enormes riquezas na região, acabaram afundando-se em dívidas e falindo fragorosamente, apesar das imensas somas de recursos nacionais e estrangeiros, particulares (privados) e governamentais injetados na costrução dessa estrada de ferro, tudo isso contribuindo para cunhar para a estrada expressões do tipo "Ferrovia Amaldiçoada", "A estrada dos trilhos de ouro", "A estrada onde morreu uma pessoa para cada dormente colocado" e a que define realmente o que foi a construção da ferrovia, no nosso entender, quando a ela refere-se o jornalista Manoel Rodrigues Ferreira como "A Ferrovia do Diabo".
Nesse espaço tentaremos contar um pouco do que foi essa epopéia, esclarecendo, por oportuno, que a maior parte das informações advém da leitura de alguns livros, entre os quais o excelente "A FERROVIA DO DIABO", de Manoel Rodrigues Ferreira, que a meu ver é o trabalho definitivo sobre essa ferrovia e deveria ser literatura obrigatória em todas as escolas do Brasil, pois o autor consegue, de uma forma envolvente, apresentar clara e objetivamente desde os primórdios da colonização da região até os motivos que levaram diversas companhias a tentar a construção da ferrovia, assim como os aspectos políticos que cercaram sua construção, as lutas de poder nos seus bastidores e a verdadeira história de seus construtores. Apresenta ainda, em uma linguagem bastante clara, os cenários onde o Brasil e os Estados Unidos se encontravam no início desse século e os rumos e do desenvolvimento de ambos. Em sua última parte, o grande jornalista conta como esse verdadeiro patrimônio nacional foi vendido a preço de sucata para ferros-velhos paulistas, em mais uma demonstração do descaso com que os poderes constituídos tratam a "coisa" pública e o patrimônio histórico do País.




II. Os Índios na região

Por ser uma das últimas regiões a serem exploradas no Brasil, ainda existiam muitas tribos de índios na região atingida pela construção da ferrovia, principalmente junto às cachoeiras do Rio Madeira, sendo algumas até consideradas canibais pelos viajantes, entre as quais as dos Pacaás-Nova, tribo que empresta seu nome a uma serra localizada na região, sendo porém mais conhecida a dos Caripunas, citada também como Cajaripunas nos primeiros relatos sobre a região.
Ao longo dos anos de exploração e construção da ferrovia, vários contatos mais ou menos "felizes" foram feitos com diversas tribos locais, sendo que um dos relatos, feito em 1887 pelo engº Pinkas, que esteve no Rio Madeira entre 1883 e 1884 para fazer o projeto da estrada de ferro, é assim transcrito por Manoel Rodrigues Ferreira, em seu livro "A Ferrovia do Diabo":
"É uma tribo pacífica que gosta de ser brindada pelos viajantes a cujo encontro eles vêm, voluntariamente. Obedecem a um capitão (cacique), vivem em pequenos grupos entregues à caça e à pesca, plantam em vários pontos dos seus domínios, que anualmente percorrem, bananas e mandioca, sabem fazer uma farinha grosseira e conservar carne e peixe e produzem da farinha uma bebida fermentada (chicha) com que se embriagam em suas festas. Gostam do sal e pedem camisas e calças que só aceitam quando novas e nunca mais despem até cair aos pedaços. Os Caripunas, na maioria, andam completamente nus. Furam o septo do nariz, que recebe um duplo buquê de penas encarnadas e ornam as orelhas com dentes de capivara ou de jacaré, grudando-os com cêra. Vistos de longe parecem ter bigode vermelho.
No pescoço, trazem colares de dentes de macaco ou coati, nos pulsos e pernas enrolam em forma de pulseiras um barbante engenhosamente coberto por talas de penas. Nos seus festejos ornam-se com uma coroa de penas de tucano e mais enfeites de penas pretas, amarelas e vermelhas no corpo. As mulheres usam dos mesmos enfeites, andam completamente nuas até a idade da puberdade, quando recebem a tanga, pedaço de pano de 15 centímetros em quadrado ornado de penas e suspenso livremente sôbre um cinturão de feitio igual às pulseiras. Homens e mulheres não têm vestígios de cabelos no corpo. Os cabelos pretos lhes caem incultos sôbre os ombros e o peito, apenas aparados na fronte com a faca de conchas. Sabem fiar e fabricam rêdes de fibras vegetais. Seus arcos são direitos, têm dois metros de comprimento e são fabricados do pau da paxiúba. As flechas são maiores ainda. A haste que cortam da cana brava é enfeitada por penas de asas de mutum amarradas em espiral na parte inferior e unida à ponta de uma taboca mais grossa por um fio de algodão coberto com cêra. Essa arma, lhes serve na pesca, na caça, e na guerra. Usam também da zarabatana e conhecem os estricnos (venenos). Falam a língua geral (tupi), fortemente viciada pelo idioma dos seus vizinhos do Madre de Dios e Beni, e alguns entre êles conhecem a significação de algumas palavras espanholas.
Perguntam aos viajantes que encontram seus nomes e aplicam-nos em si ou seus filhos. Sofrem muito de constipações (gripes), de varíola e de febres intermitentes (malária). Parece ser costume entre esses índios abandonarem seus doentes ao acaso, sob pretexto de se acharem debaixo da dominação de algum espírito mau, que se apodera também daqueles que dos doentes se aproximam. Numa das minhas viagens às cachoeiras encontrei na margem esquerda do rio uma índia que ao nos aproximarmos mostrou ter uma ferida enorme no joelho da perna direita e achava-se incapaz de andar. Essa índia foi abandonada por seus companheiros os Pacaguaras, que se contentaram em armar junto dela uma rêde e deixar-lhe uma cestinha com bananas. Ainda em outros lugares, a comissão que dirigi teve encontros amistosos com índios e a segunda turma sentiu-se acompanhada e espiada por eles durante todo o tempo que esteve no mato. Entretanto, nunca se mostraram, nem molestaram os homens dessa turma, apesar de irem isolados buscar água."



III. Os construtores da EFMM fazem amizade com os índios
Os Caripunas localizavam-se na região do Rio Mutum-Paraná, onde êste desemboca no Madeira, à altura da Cachoeira dos Três Irmãos. Com a retomada efetiva do iníco da construção da ferrovia, segundo alguns relatos, suas investidas contra as obras da ferrovia também foram retomados. Durante a noite, os índios vinham e retiravam trilhos e dormentes, causando atrasos nas obras, o que levou a ferrovia a eletrificar os trilhos durante a noite, causando dezenas de mortes entre os índios e animais selvagens da região. Devido a essas investidas, seus trabalhadores, também conhecedores das lendas e histórias sobre esses "selvagens", agiam com cuidados redobrados no serviço. Tanto as turmas de exploração, locação e depois as de construção passavam ou permaneciam nesta região com muita cautela. Também os engenheiros, médicos e trabalhadores observavam a mata com cuidado e atenção constantes, esperando, a cada momento, um ataque dos Caripunas e, nas rodas das fogueiras nos acampamentos à noite, os ataques mortais destes aos construtores anteriores da ferrovia eram frequentemente lembrados.
Ironicamente, claro está que os índios, tradicionalmente também muito curiosos e arredios, deveriam estar constantemente espreitando os trabalhos e, deivdo a essa apreensão mútua, durante algum tempo, não houveram possibilidades de aproximação entre os dois grupos até que certo dia uma das turmas da construção encontrou um índio abandonado pela tribo. Os trabalhadores perceberam que ele estava enfermo e com uma grande ferida na perna direita, que não permitia sequer que ele se levantasse. Havia sido deixada ao seu lado uma cabaça com alimentos.
Conhecedores que somos hojes dos costumes indígenas, podemos afirmar com certeza que os demais membros da tribo Caripuna abandonaram aquele índio naquele local para ver o que os "brancos" da construção fariam, pois se o quisessem deixar no mato para morrer não precisariam deixá-lo na trilha que sabiam ser percorrida pelos funcionários da ferrovia. Repetia-se então, muitos anos depois, o que acontecera a Júlio Pinkas, quando encontrara um índio nas mesmas condições.


Ao ser encontrado, o índio estava em péssimo estado de saúde e ainda achava que iria ser morto sem piedade pelos "brancos", o que evidentemente não ocorreu, pois o médico-chefe do hospital de Candelária, Dr. Lovelace resolveu cuidar do índio, até mesmo como estratégia para estabelecimento de boas relações com os índios. Como a ferida estava bastante infectada, havendo comprometido a perna, o Dr. Lovelace resolveu amputar a perna direita do índio, que a essa altura já era conhecido carinhosamente pelos médicos e enfermeiras como "Caripuna Pete". Feita a cirurgia e restabelecido o indio "Pete", o médico mandou vir dos E.E.U.U. um aparelho ortopédico que substituísse a perna amputada. alguns meses depois, quando o índio já estava recuperado, também devido à excelente alimentação (se comarada à disponível na selva..), a Companhia fez com qu eele retornasse à sua tribo.
Imaginem o espanto dos Caripunas ao ter de volta, com uma perna "fria", um membro da tribo julgado morto e enterrado há meses. Previsivelmente, depois de apenas alguns dias de trabalho de "convencimento", ele voltou ao acampamento de trabalhadores, trazendo em sua companhia quatorze índios também doentes de diversas enfermindade, selando dessa forma a amizade entre o pessoal da estrada e os Caripunas.

Embora tenha sido o trabalho anônimo de milhares de Brasileiros e Estrangeiros o responsável pela construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré ---ferrovia que nas palavras do presidente americano Theodore Roosevelt foi, juntamente com o Canal do Panamá, uma das 2 maiores obras realizadas na América---, são inúmeros os personagens que se sobressaem de forma destacada quando se procura compreender melhor a odisséia que foi a construção dessa ferrovia em plena Floresta Amazônica, como o Cel. Church, os irmãos Collins, o engenheiro brasileiro Morsig, o fotógrafo Danna Merril, o mega-empresário Percival Farquhar e outros.


Prof. Valdeci Ribeiro