Tratar Presos com mais rigor?

sexta-feira, 27 de abril de 2012

RONDONIA: CORRUPÇÃO, CLIENTELISMO E CORPORATIVISMO

“Nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado, Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. Essa canção da Banda Legião Urbana embalou a juventude brasileira no final da década de 80 e de norte a sul do país todos se perguntavam: Que país é esse?
Para muitos talvez a corrupção esteja impregnada na alma ou na cultura do povo brasileiro, não é de estranhar que este mal assola nossa terrinha desde a colonização, isso é fato histórico que desde a instalação da primeira Câmara Municipal, que representava teoricamente os interesses da população local (teoricamente). Contudo, atrelada ao Governo Geral existia apenas como agente cumpridor das ordens governamentais.
Assim também é o clientelismo (pratica eleitoreira de certos políticos que troca favores por votos) e o próprio corporativismo. Nosso país esta afundado num lamaçal fedorento dessas práticas que envergonham a maioria dos brasileiros que ainda “acreditam” num futuro melhor para este país!
O Poder Legislativo que na sua essência seria de legislar em favor do povo, criando leis, fiscalizando os outros poderes perdeu sua função para a Policia Federal que não tem brincado em serviço e com excelentes operações tem descoberto, provado e comprovado o envolvimento de milícias formadas por Juízes, Ministros, Senadores, Governadores, Empresários e Funcionários públicos com uma fatia menor do bolo…
Ninguém jamais se igualou ao ex-governador paulista em escândalos de desvio e lavagem de dinheiro público. Mas isso é só a ponta do Iceberg que é uma ameaça aos cofres públicos deste país que só não afundou perla riqueza produzida pela fortuna excepcional desta nação e pela força de seus trabalhadores, a maioria abaixo da linha da pobreza.
Em Rondônia são inúmeros os casos de corrupção e bandalheira cometidos por aqueles que eram para ser a “voz do povo”, muito antes da formação deste Estado, ainda na Construção das Linhas Telegráficas do Mato Grosso, prestação de contas e relatórios dos gastos com a mesma irritavam o tão célebre e homenageado Marechal Rondon.
Era ainda menino, mas, lembro-me da Campanha politica do então candidato mineiro que tentou a sorte por aqui e investiu pesado para se eleger Deputado Federal por Rondônia, falo de Mucio Athayde (o homem do Chapéu), depois de eleito não recebia se quer um rondoniense, e falava em tom alto, que não devia nada a eleitor nenhum pois tinha pago pelos votos em troca de favores.
Jerônimo Garcia de Santana foi o primeiro governador eleito em 15 de novembro de 1986, tendo sido empossado no dia 15 de março de 1987 e o segundo Oswaldo Pianna, natural de Porto Velho ambos decepcionaram o povo rondoniense pela má administração dos recursos e patrimônio público. Na verdade a classe política rondoniense é uma fonte inesgotável de escândalos, que ganharam destaques nacionais a partir do surgimento da chamada bancada do pó, ainda na década de 80, quando deputados federais foram cassados e por crimes políticos até hoje não desvendados, como o assassinato do Senador Olavo Pires em outubro de 1990. A “nossa” Assembleia Legislativa então é um caldeirão de desmoralização desde a epopeia Donadon, passando por Carlão e fechando com chave de ouro com o então defensor dos evangélicos Valter Araújo que continua foragido.
Em nível de município talvez a coisa não seja tão diferente, pelo menos do que tenho conhecimento ou pelo menos nas denúncias feitas pelo Tribunal de Contas de Rondônia em relação a serviços prestados por uma empresa que fazia a coleta de lixo em Porto Velho, salvo engano esta empresa recebeu pelo menos l.641.917,37 (Um milhão, seiscentos e quarenta e um mil, novecentos e dezessete reais e trinta e sete centavos) por serviço que nunca realizou no ano de 2010.
Outro ex-prefeito também fora denunciado pelo Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Probidade Administrativa em 2003 e pelo próprio Tribunal de Contas do Estado por contas das verbas destinadas a construção do calçadão beira-rio que ameaçava desapropriar moradores do histórico bairro triangulo.
E cadê os legisladores, fiscalizadores do povo¿
Na Legislatura Municipal entre 1993-1996 pelo menos vimos uma parlamentar preocupada com o destino e aplicação das verbas públicas, utilizando-se assim do verdadeiro papel de um vereador que seria trabalhar em benefício e defesa do povo, mas, como uma andorinha só não faz verão a mesma ficou acuada com perseguições, difamações e outras coisas que denegriam sua imagem pública somente por querer ser talvez a pioneira no combate a corrupção em Porto Velho.
Falo aqui da ex-vereadora Fátima Brito eleita na época pelo Partido Socialista Brasileiro, fez parte da Mesa Diretora daquela Casa de Leis como 1ª secretária e seu único erro talvez foi ter solicitado junto a seus pares o “IMPPEACHMENT” do então Prefeito Municipal de Porto Velho, naquela ocasião o Sr. José Alves Vieira Guedes; ato este que segundo a mesma custaria caro durante toda sua vida parlamentar. Talvez aqui mais um exemplo de corporativismo politico onde as denuncias teriam sido aceitas na época se fossem alvo de investigação da Policia Federal, assim mesmo correríamos o risco de vermos tudo terminar em pizza, como já é de costume nesse país.
Os exemplos de corrupção, clientelismo e corporativismo politico por aqui tem assunto para publicações de várias coletâneas, na verdade talvez o que o povo queiro é mudanças na Legislação Brasileira que puna o politico corrupto, safado e ladrão; Que nossos políticos preocupassem com a vida das pessoas simples e honestas; Que as verbas gastas em obras públicas fossem destinadas na sua plenitude do planejamento até a conclusão do patrimônio, sem desvios, sem atalhos, sem roubos.
Quando tudo isso acontecer, talvez não tenhamos vergonhar de dizer de peito aberto e em alta voz: “SOU DAQUI E EXIJO RESPEITO”
Prof. Valdeci Ribeiro, especialista em Educação.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A IMPORTANCIA DA SOCIOLOGIA


POR QUE ESTUDAR SOCIOLOGIA?

*Socilogioa vem por criar o hábito de observar os fatos socias que se desenvolve a seu redor como os que ocorrem no Brasil.
*Reflete sobre o significado de cada fato e relaciona-lo a sua vida e sua familia.
*Perceber conceitos e significações de carater sociologico nos fatos sociais.
*Entender a formação dos conceitos sociologicos pelo conhecimento dos fatos históricos.
*Descobrir que a socilogia é uma ciência viva e presente.
*Tirar conclusões das análises dos fatos para sua vida, seu grupo e escola.
*Comparar fatos e formatar reflexão.
*Propor soluções para problemas de sua vida.
*Criar o hábito de ler revista e jornais.
*Fiscalizar a aplicação de recursos públicos.
 
 
* Foto tirada no Mercado Cultural com a presença do Ilustre amigo Anisio Gorayeb.

sábado, 21 de abril de 2012

MADEIRA MAMORÉ PATRIMONIO DA HUMANIDADE: VOTE NÃO

MADEIRA MAMORÉ: UMA BOA PIADA

Fazer um passeio pelos trilhos da lendaria estrada de ferro madeira mamoré é um desafio para poucos. No sábado dia 21-04 juntamente com um casal de amigos percorrir ou tentei chegar na Igreja de Santo Antônio. O que mais me deixa com cara de trouxa é saber que no dia
16/2, foi criado o Comitê em prol da candidatura da lendária ferrovia a Patrimônio Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação), também chamado de Patrimônio da Humanidade.

O Brasil já conta com 18 sítios com esse importante título e estar na cara para qualquer um ver, que a nossa lendária Estrada de Ferro não tem as mínimas condições nem para concorrer a nível nacional, quanto mais a nivel mundial.

A EFMM tem valor histórico inestimável que representa não só pelo esforço para construí-la, mas, mormente, por ser ela a motivadora da existência desta região. Entretanto os maus tratos de décadas, falta de respeito com a história e com o patrimônio da união esta visivel para quem tentar se aventurar a caminhar pelos velhos trilhos.

A burocracia dos orgãos responsaveis pela mesma faz com que "projetos" não saiam do papel, falo de coisas simples como limpeza do Cemitério da Candelária, dos trilhos (pelo menos ser usadas pelas escolas em aulas de história regional) entre tantas coisas simples que dar vergonha ver nossa tão famosa estrada concorrendo ou querendo concorrer a PATRIMONIO DA HUMANIDADE

Esses politicos não tem vergonha mesmo...isso é ridiculo!!!!!

A estrada de ferro está completamente jogada no lixo!!!!!!

É mais dinheiro público sendo jogado pelo ralo!!!!!


CIDADÃOS NÃO VOTEM!!!!!!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

RONDON: O MARECHAL DA FLORESTA


Rondon, descrito pelo cientista Edgar Roquette-Pinto como “o ideal feito homem”, construiu mais de seis mil quilômetros de linhas telegráficas. Outra importante missão desse militar e engenheiro estava concluída: ele colocava o gigante estado do Mato Grosso no mapa, ligando-o também a Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e região sul, permitindo sua expansão econômica, e mostrava à então pouco amistosa Argentina que o Brasil estava pronto para repelir qualquer tentativa de crescimento, em nossa direção, de sua província de Misiones.


As linhas telegráficas, que os índios bororo e pareci chamavam de “língua de Mariano”, seriam utilizadas por décadas, apesar de, ainda no início do século XX, o cientista italiano Guglielmo Marconi registrar a primeira patente do telégrafo sem fio e fazê-lo funcionar com êxito comercial. Mas Cândido Rondon iria surpreender o mundo com muito mais: ele aplicou em nome do Exército Brasileiro, e da própria nação, uma política humanitária no trato com os índios.

A política de hoje, de todos os países do mundo para suas minorias populacionais, continua baseada naquela que Rondon e seus colaboradores formularam em 1910, no Serviço de Proteção aos Índios (SPI). E a chancela dessa política planetária é da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Descendente de índios bororo, guaná e terena, Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu no Mato Grosso, em 5 de maio de 1865.Órfão de pai e mãe ainda criança pequena, foi criado por um tio que o enviou ao Rio de Janeiro para os estudos militares e “ser alguém na vida.” Em 1889, aos 24 anos de idade, Rondon foi nomeado ajudante do então major Antonio Ernesto Gomes Carneiro na Comissão de Linhas Telegráficas Estratégicas, no Mato Grosso. É com esse oficial (“o único chefe que eu tive”) que ele se definiu como uma das mais generosas figuras da Humanidade. O militar narrou para a escritora Ester de Viveiros, sua biógrafa no livro “Rondon conta sua vida”: “Gomes Carneiro se revelou o grande conhecedor do problema indígena, o nobre defensor dos donos das terras que atravessávamos, nossos irmãos das selvas. Proibiu, terminantemente, em cartazes que mandou afixar ao longo da linha telegráfica, que neles se atirasse, ainda que fosse para os assustar: “Quem dora em diante, tentar matar ou afugentar os índios de suas legítimas terras, terá de responder, por esse ato, perante a chefia da Comissão”. Rondon anotaria, mais tarde, em seu diário da selva que entre os anos de 1892 e 93, “fui, desde logo, estabelecendo o lema que nortearia todo o meu trabalho no sertão, em relação a nossos irmãos, os índios: “morrer, se necessário for; matar, nunca.”
Como todo gênio humanista, Rondon era um homem simples, de bom trato, amigo das pessoas, sem qualquer distinção. Na hora da comida, em meio à selva densa, era o último a fazer a refeição: “(...) o chefe fica com as sobras. (...) A comida é, antes de tudo, para o soldado.
(...) Minha maior preocupação era manter alto o ânimo da turma.” Em seu fervor militar e positivista, fazia atos solenes em datas históricas. No dia 7 de setembro mandava hastear a bandeira, tocava o hino nacional num gramofone e soltava fogos de artifício. Os índios se aproximavam, ariscos e curiosos e logo entravam na festa.

Fez, em 1913/14, uma difícil e histórica expedição científica à Amazônia, com o ex-presidente Theodore Roosevelt, dos Estados Unidos. Eles cumpriram um percurso de três mil quilômetros, descobriram e percorreram um rio de 712 quilômetros, o rio da Dúvida, formado pelos rios Castanha e Ariapuanã. Em homenagem ao estadista americano, Rondon batizou o rio com o nome de Roosevelt.A expedição levou, para o Museu de História Natural, de Nova York, uma coleção de 2.500 aves, 500 mamíferos, répteis, batráquios, peixes e insetos, muitos desconhecidos pela ciência.
O primeiro princípio de Rondon, “morrer, se preciso for, matar nunca”, foi formulado no começo deste século quando, devassando os sertões impenetrados de Mato Grosso ia de encontro às tribos mais aguerridas, com palavras e gestos de paz, negando-se a revidar seus ataques, por entender que ele e sua tropa eram os invasores e, como tal, se fariam criminosos se de sua ação resultasse a morte de um índio.”

*Valdeci Ribeiro, especialista em Historia Regional e Rondônia

EDUCASSÃO I CURTURA

Pelo país afora é comum vermos as inúmeras "pracas" que de uma certa forma seria a chamada desmericanização  da nossa tão amada língua!!!
Outras nem tanto, e fica a dúvida na verdade do que seria as idéias:
Essa acima fica na estrada da cachoeira de Teotônio, e que diabos será a informação prestada nesta praca!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

RONDONIA: HISTÓRIA DE CICLOS ECONOMICOS

A MINERAÇÃO



A primeira mina de cassiterita descoberta em Rondônia, se localizava no rio Machadinho, no seringal denominado Augustura, de propriedade do Sr. Joaquim Pereira Rocha, no ano de 1955, este achado mudaria a História sócio-econômica de Rondônia.
Em 1956, foi retirado inicialmente 4 toneladas, já em 1968 foi retirado do solo cerca de 10 toneladas, em 1962 retirou-se aproximadamente 678 toneladas do minério, em 1972 foram retiradas 2794 toneladas, e em 1973 no auge da extração do minério chegou-se a tirar até 7300 toneladas, chegando neste período a produção corresponder a 80% do produzido no país; tendo na figura de Flodoaldo Pontes Pinto e Moacir Mota, os maiores empresários envolvidos neste processo.

Para entendermos com mais clareza este fenômeno e suas conseqüências, o território de Rondônia no ano de 1960 tinha apenas 36.936 habitantes, em 1980 essa população já era 10 vezes maior, correspondendo a 503.070 habitantes, a capital do estado, Porto Velho, já contando com pelo menos 20% desse total de habitantes.

Com a abertura da Br 364 e a chegada dos primeiros caminhões, a exploração da cassiterita cresceu de maneira astronômica. O processo de povoamento do estado também foi alterado devido à exploração do minério, ocasionando com isso transformações fundamentais nas vidas das pessoas que aqui residiam, uma vez que a economia do território, até então, era fundamentalmente vegetal, foi permutada para o extrativismo mineral. Inicialmente a garimpagem da cassiterita se dava de forma clandestina e manual, os garimpos eram densamente povoados, e através desta povoação se desenvolveu as primeiras pistas de pouso, e alguma infra-estrutura nestas localidades.

A maior parte da força de trabalho era masculina, o garimpeiro carregava consigo dois amigos inseparáveis: o revólver e o radinho de pilhas. A extração do minério era um grande sacrifício, geralmente a equipe de trabalho era constituída por duas ou três pessoas responsáveis pela escavação. Estas geralmente atingiam profundidade de até 3 metros, o desmonte da referida cata era feito após 2 ou 3 semanas de serviço.

 
O material utilizado para este fim era: picareta, enxadas, pás, enxadecos, facões e bombas para retirar a água de dentro das catas, que por sua vez era dividida em 3 partes:
1- Remoção do morto / compostos orgânicos (restos vegetais)
2- Argila/ areia, material de cor escura (loleia).
3- Cascalho, complemento de areia, pequenas partes de minério e bastante água.

A quebra era a denominação utilizada pelo garimpeiro da retirada do cascalho. Geralmente dava-se início as atividades de trabalho ás 4 horas da manhã, até as 18 horas ininterruptamente.
 
 
PARTE II
 
Em 1956, um engenheiro hindu foi enviado par fazer um levantamento mineralógico em Rondônia. Estava aberta a história do minério de estanho no Território, que se tornou a Província Estanífera do Brasil.
A lavra econômica iniciou-se em 1959, expandindo-se no começo da década de 60. A partir daí, Rondônia passou a viver um período de fartura, com intensa circulação de dinheiro. Já em 1960, houve uma produção de 49 toneladas de minério e em 1962, produziu-se 678 toneladas. Dez anos depois, em 1972, produziu-se 2.794 toneladas de minério, quando o País já havia se tornado auto-suficiente e começou a exportar estanho em lâminas para o exterior. Todo o minério vinha das minerações localizadas nos rios Machado, Machadinho, Jamari e Candeias.
O Governo Federal, em 1970, proibiu a lavra manual na província estanífera de Rondônia, de acordo com a Portaria nº. 195, determinando que a exploração das jazidas fosse mecanizada através de empresas.
O período áureo da garimpagem manual na região situa-se entre os anos de 1968 a 72. nessa época vinham garimpeiros de todo o País, principalmente do Maranhão, Piauí, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pará e Amazonas. Cada homem ou grupo trabalhava nos igarapés onde, ao lavar o cascalho, separavam o barro do minério. A cassiterita era levada nas costas até as cantinas compradoras. De lá era transportada para Porto Velho, e em seguida, ia de avião até o Sul do Brasil.
O ministro das Minas e Energia, Antônio Dias Leite Júnior, estipulou prazo de um ano para que os garimpeiros cessassem totalmente as atividades manuais e semi-mecanizadas de procura ao minério de estanho na chamada província estanífera. A portaria causou sérios problemas de ordem econômico-social no período de adaptação das normas e quando surgia na rodovia 364 nova atividade econômica, a agricultura.
Governava Rondônia, naquela época, o coronel Marques Henrique, militar cumpridor de seu dever que, entretanto, viu-se envolvido numa série de angustiantes problemas conseqüentes da desativação da garimpagem manual. Rondônia tinha pouco mais de cem mil habitantes, destes a grande maioria vivia da indústria extrativa vegetal ou mineral, sendo que, dependendo da época e do momento, aqueles rudes extratores tanto podiam ser garimpeiros quanto seringueiros. Naquele exato momento, da febre do estanho, praticamente haviam se decidido pela garimpagem livre que lhes proporciona alguma esperança de enriquecimento.
Alguns garimpeiros haviam chegado nos últimos momentos da década de 70. Outros, eram morados em Rondônia desde que haviam descoberto os garimpos de diamante nos rios Ji-Paraná, Comemoração de Floriano, Pimenta Bueno e Roosevelt. Na mesma década de 50, em que os garimpeiros de diamante descobriam a cassiterita nas terras do seringalista Joaquim Pereira da Rocha, responsável pela análise do material e, consequentemente pelo início da extração do minério.
Não se pode afirmar com precisão, qual o número exato de aventureiros que procuravam recursos nas lavras de cassiterita. Sabe-se que alguns afirmavam que eram mais de 10 mil homens espalhados nas entranhas da floresta, ao mesmo tempo em que eram vitimados pela febre e explorados pelos “marreteiros”, atravessadores da cachaça. Tudo isso gerava uma inquieta mobilidade em busca do enriquecimento – lícito ou não – que explodia no comércio das cidades do então Território de Rondônia. Os comércios cresciam da noite para o dia, tomava volume e se transformavam em grandes armazéns com crédito no Sul do País.

FOLCLORE POLITICO DE RONDONIA 3

Múcio Athayde (PMDB), eleito pelo estado de Rondônia, ficou muito conhecido por só andar de chapéu. Ele o usava no estilo cowboy, abas levantadas, diferente da moda cangaceira de Mão Branca.

Múcio se elegeu a primeira vez, como deputado federal, pelo PTB de Minas Gerais. O golpe militar de 64 o cassou por corrupção, um ano depois da posse, em ato publicado no Diário Oficial de 14/04/64.

Depois de recuperar seus direitos políticos (suspensos por 10 anos), Múcio decidiu eleger-se por Rondônia, estado no qual jamais havia colocado os pés. Montou esquema vitorioso para a compra do mandato e se deu bem.

Na Câmara dos Deputados, se alguém de Rondônia comparecesse a seu gabinete, solicitando qualquer tipo de ajuda, recebia a seguinte explicação:

"-Eu não ajudo ninguém, pois não devo nada a ninguém. Paguei caro por cada um dos votos que recebi e cumpri o acordo que fiz".

Nunca mais colocou os pés naquele estado, sendo proprietário de jornal em Brasília (DF), o qual diariamente publicava sua foto na primeira página com manchete que ele mesmo escrevia. Era sempre citado como "O Homem do Chapéu".

FOLCLORE POLITICO DE RONDONIA

No ano de 1988, o radialista e jornalista Dalton Di Franco, então dono da maior audiência do rádio em Porto Velho, foi eleito vereador pela legenda do Partido Municipalista Brasileiro com 1.043 votos - a segunda maior votação foi obtida pela já vereador Marlene Gorayeb, que teve 1.067 votos.

Na primeira foto, o "santinho" que Dalton Di Franco usou para divulgar seu número. Na época era usada cédula de papel para votação. Não havia ainda urna eletrônica. A apuração durava dias.

domingo, 15 de abril de 2012

FOLCLORE POLITICO DE RONDONIA

FOLCLORE POLÍTICO DE RONDÔNIA

Homenagem ao Ex-Verador David de Sá, na Legislatura no Final da década de 80, Davi Sá ainda reside no Bairro Nova Porto Velho.


█ No auge da campanha política de 1990, o comitê político do então candidato a Deputado Federal Maurício Calixto se assemelhava a um formigueiro, com tantos candidatos, cabos eleitorais e eleitores que entravam e saiam, a toda hora, por todos os lados, mais parecendo com a Casa de Irene ou a de Mãe Joana.

Neste vai e vem de candidatos, de colaboradores e de eleitores, os candidatos a Deputado Estadual David Sá (Porto Velho) e Ozézio Florêncio (Cerejeiras), velhos amigos políticos, de muitas campanhas e de várias derrotas, se consideravam eleitos e até faziam planos e projetos para comporem seus gabinetes.

- O meu gabinete não vai ter portas, afirmou David Sá.

- É, realmente é uma boa saída. Também você não vai ter gabinete, acrescentou Onézio. Ah! AH! AH! AH!

- Ora, não!!! Eu já estou eleito, rapaz.

- Esta sua história, David, eu escuto há muito tempo, de outros carnavais.

- É, mas agora não tem boca. Eu vou ser muito bem votado. Aguarde!

Terminadas as apurações e divulgados os resultados, os dois derrotados se encontraram, se abraçaram e derramaram suas lamentações, entre sorrisos e lágrimas, num mar de desculpas.

- Eu não ganhei a eleição porque me faltou dinheiro. Disse David Sá.

- Eu só perdi a eleição porque me faltou votos, finalizou Onézio.

E caíram em gargalhadas, com risos carregados e tímidos, prejudicados com os reflexos de tantas derrotas acumuladas.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

CULTURAS E KULTURAS

CULTURAS E KULTURAS


Há muito tempo vem se discutindo a questão da valorização cultural dos povos e a sociedade ainda tem dificuldade em definir ou encontrar um termo que a defina.
Em terras tupiniquins alguns séculos atrás, pesquisadores de outros países chegavam a conclusão em um relatório enviado a seus países, que investiam em pesquisa na Amazônia (na verdade o interesse era outro), que o atraso socioeconômico destas localidades  em meio a floresta, devia-se a preguiça e a indolência de seus moradores.
Não é de estranhar comentários de pessoas filhos de nossa terra, que ainda utilizam destes argumentos para justificar o “atraso” ou a falta de qualificação profissional ou educacional de pessoas nascidas por estes confins.
Na verdade, sempre fez parte dos “costumes” do brasileiro valorizar ou supervalorizar o que é ou vem de “fora”. Para muitos, SANTO DE CASA NÃO FAZ MILAGRES, e assim a empregabilidade em cargos e funções de primeiro escalão sempre ficam pra quem tá chegando por aqui.
Não é difícil procurar e mostrar exemplos para comprovar essa “valorização” seja dos profissionais, dos diplomas, das músicas e até mesmo das pessoas. Para as massas tupiniquins, mulheres bonitas são as sulistas ou dos grandes centros do país.
Não é de estranhar que o Futebol por aqui ainda não foi pro beleleu por conta de meia dúzia de desportistas apaixonados pelo esporte. E isso se repete com nossas atrações artísticas e culturais como é o caso do nosso Festival Folclórico & Danças de Boi, que se arrastam ano a ano sem o apoio devido do Estado, sobrevivendo e lutando para entrarem na “arena” através de promoções de bingos, churrascos e feijoadas que se desenrolam durante quase todos os anos.
Precisamos de Políticas Públicas (mas, que saiam do papel, saiam dos gabinetes) e dê condições mínimas de sustentabilidade aos nossos grupos folclóricos, escolas de samba, agremiações futebolísticas, atletas, cantores regionais e escritores.
Poderíamos passar horas escrevendo sobre essa perda de identidade regional, e a  continua invasão de funkeiros, cantores de axé music, pagodeiros, sertaneijos e ainda assim não conseguiríamos definir um stilo próprio aos moradores da terrinha querida.
Com isso perdemos a cada dia a oportunidade de entrar no rol de grandes cidades brasileiras que investem no Turismo, por exemplo, com a valorização do Centenário da Madeira Mamoré seria um prato cheio pra atrair turistas para nossa região, para assistir as apresentações de nossos bois bumbas e quadrilhas fantásticas que temos por aqui.
Vai entender... cada um tem sua kultura!!!!

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quarta-feira, 11 de abril de 2012

A FENOMENAL ESTRADA DE FERRO MADEIRA MAMORÉ


Em documentário em Rede Nacional no programa Fantástico no dia 08-04-2012, ficou uma imagem fantasmagórica da nossa tão abandonada Estrada de Ferro e tombada como Patrimônio Histórico.
Na verdade, a atual situação da mesma seria para contos assombrosos ou filmes de ficção!
Conversando com um amigo que esteve recentemente na cidade histórica de Ouro Preto-MG é de tirar o chapéu para os administradores daquela cidade que valoriza sua história.
Fazem dos museus, das senzalas, das estradas e das igrejas verdadeiros  "caminhos turísticos" onde os visitantes tem que desembolsar até para pousar para fotografias até mesmo com os maquinistas!
Por que será tão difícil implantar Projetos Turísticos em nossa cidade?
Por que nossos políticos não fazem da Madeira Mamoré uma potencia turística, com curtos passeios pelos famosos trilhos?
O que acontece por aqui?  Ou digo... Por que as coisas não acontecem por aqui?


Prof. Valdeci Ribeiro -   www.folharondoniense.com.br/o pensador
  

quarta-feira, 4 de abril de 2012

OBRAS DO PAC ÉVERGONHA DE NORTE A SUL DO PAÍS



Velho Porto: A cidade de Obras inacabadas – PARTE I



Qualquer pessoa que não queira ser taxada de boba ou diagnosticada com a famosa “Síndrome de Idiotia” é capaz de deduzir, perceber e até se revoltar com algumas obras de nossa querida cidade.

Em uma visita ao Complexo Ferroviário da Madeira Mamoré, é triste se não fosse cômico, o Museu fechado (segundo o órgão responsável) para manutenção e reformas. Os antigos galpões foram cercados e destelhados, e isso já se passou mais de 14 meses desde o inicio dessa bendita “reforma”.

Não há como culpar de imediato a Fundação responsável pela organização das festividades comemorativas ao Centenário de Inauguração da tão famosa ferrovia construída em meio a floresta, e foi considerada uma das mais importantes obras da época.

A verdade que nessa “política do empurra-empurra”, a União fez como Pilatos fez com Cristo, lavou as mãos da responsabilidade com este tão importante Patrimônio Histórico Brasileiro, e jogou a responsabilidade para o Estado que jogou para o Município.

Nesse vai e vem, perdemos a oportunidade de desenvolver nosso potencial latente do Turismo, quanto poderíamos arrecadar com curtos passeios pela Madeira Mamoré, Nossa querida e histórica Igreja de Santo Antonio, que no próximo ano também completa seus 100 anos!  Será que ela resistirá frente ao dinheiro das compensações da Usina?

Nessas “comemorações” o que tenho visto é o empenho de um querido colega e guerreiro, pesquisador da História Regional, que com afinco tem visitado as Escolas Públicas e Particulares de nossa cidade, com uma Palestra Maravilhosa, para que essas festividades não passassem despercebidas.

Outra obra que nunca entendi foi à construção de uma Ciclovia que ligava o nada a lugar nenhum. É só percorrer a Estrada de Santo Antônio, que vemos ou digo nunca você verá uma alma penada, passeando pela mesma, entretanto na atualidade a mesma encontra-se em total abandono, nem os mais entusiastas das pedaladas ou caminhadas, se arriscaria em passear pela tão abandonada obra.

Ainda queria saber onde esses engenheiros de tráfego dessa maravilhosa cidade conseguiram ou adquiriram seus canudos. Nosso trânsito é um verdadeiro caos.

Uma obra que foi na época de sua inauguração a realização de uma comunidade toda, falo da Av. Alexandre Guimarães, que tirou aquele povo do abandono, no governo do saudoso Chiquilito Erse, foi bloqueada e sua saída para a BR, rumo aos bairros  da Zona Leste é muito complicada. Talvez quando sair os nossos tão esperados viadutos a coisa mude.

É esperar  e pagar pra ver... Os convido para sentarem, para que não cansem!!!!!!

Valdeci Ribeiro, leciona Filosofia em Porto Velho.




domingo, 1 de abril de 2012

OS POLITICOS BRASILEIROS SÃO A CARA DOS ELEITORES


A EDUCAÇÃO NOS TRANSFORMA EM IGNORANTES

A escola amanheceu mais triste.
A voz que dava vida ao cotidiano,

...
De repente, silenciou na garganta

Do poeta, que clamava por verdade

Nas crônicas, nos textos e na poesia.


A escola não pode mais protestar,

Exigir mudanças, desafinar o coreto...

A escola não pode falar mais nada!


Infelizmente senhoras e senhores:
A Escola perdeu a voz...E a vida!

Valdeci Ribeiro leciona na rede salesiana em |Porto Velho, na Rede pública. É colunista na FOLHARONDONIENSE