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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Vestibular, Futuro Profissional: eis a questão?





prof. valdeci



No último século surgiu mais um dilema shakespeariano para o ser humano solucionar, que vem se agravando com o passar dos anos, bem ao estilo de Hamlet, “ser ou não ser, eis a questão?”.


Atualmente milhões de jovens á véspera de ingressarem no 3º grau tentam responder a esta simples, mas enigmática pergunta.A verdade é que mesmo aqueles que já se decidiram profissionalmente mudam de opinião, largam à faculdade e até o trabalho após de formado e aventuram-se em outro curso para iniciar outra carreira, às vezes totalmente diferente da carreira anterior.


Não há vergonha nenhuma em fazer isso.São engenheiros que desejam ser psicólogos, advogados que querem ser dentistas, veterinários que pretendem ser atores e até médicos que abandonam seus consultórios para se tornarem músicos.Em minha opinião não existe uma regra ou receita para escolher uma carreira, do mesmo modo que não há receita para a vida ou para o casamento, existem possibilidades e todas elas motivadas pelo coração, pela paixão de fazer o que se gosta, mas somente essa paixão não garante sucesso, é preciso muito esforço e dedicação também.


Se compararmos a carreira com o casamento percebemos que existem algumas semelhanças, a primeira são dogmas sociais, as pessoas preferem ficar infelizes a trocar de casamento ou de carreiras. Segundo somente a paixão não basta, ela termina e passamos vivenciar o dia a dia então lembre-se de que tudo na vida tem um lado chato e na sua carreira não será diferente, nem tudo serão flores. Terceiro você nunca deve parar de evoluir senão acabará tanto com a sua carreira como o seu casamento.Como não existem formulas mágicas seguem dicas daquilo que não devemos fazer:




• Não ceda a pressão dos seus pais e parentes seja para dar continuidade à geração de médicos da família ou porque o sonho da sua mãe é ter um filho doutor. A carreira é sua então a decisão é sua.


• Competência não tem profissão, nem idade por isso não pense em dinheiro quando for escolher sua carreira, isso é conseqüência.


• Não gere expectativas errôneas sobre as carreiras, se você, por exemplo, quer ser um designer de games procure alguém que faça isso e acompanhe seu trabalho por um período para conhecê-lo. Pesquise.


• Cuidado com as carreiras da moda ou do futuro, uma profissão pode estar em ascensão agora, mas isso não significa que ela vai estar em alta quando você entrar no mercado de trabalho.Também é fundamental saber quais são suas vocações.




Todos possuem vocações distintas que podem e devem lhe ajudar na escolha da carreira. Procure saber quais as suas. Para isso procure um profissional competente para orientá-lo, pois ele é essencial nesta fase do processo isso facilitará a sua escolha, ajudará a descobrir as suas motivações e habilidades e com certeza lhe dará mais segurança, diminuindo assim as chances de uma escolha equivocada.


Testes vocacionais são validos, mas eles apenas indicam tendências e não certezas alem disso em alguns casos podem agravar ainda mais a nossa angustia se não tivermos antes feito a nossa lição de casa. O que eu chamo de lição de casa é pegar um papel, dividi-lo em 4 partes iguais, faça uma linha na horizontal e outra na vertical, depois em cada quadrado responda nessa ordem, o que:
Adoro,


odeio


gosto e não gosto.




Esta é uma lição de auto-conhecimento. Pegue esta folha e anote em cada um dos quadrantes as respostas. Por exemplo, se você odeia matemática, dificilmente será um engenheiro por outro lado se odeia sangue com certeza não será um bom médico, dentista ou veterinário, mas o simples fato de você amar musica ou teatro não significa também que você tem vocação para ser um artista. O objetivo do exercício é descobrir quais são as suas motivações básicas.


Você deve ter um nível de auto conhecimento, bom o bastante que o permita responder sobre o que gosta de fazer, quais suas habilidades, o que espera do futuro, além de estar a par da situação do mercado atual.Ao terminar de fazer isso, realize uma viagem mental, imagine-se exercendo a sua profissão pelas próximas décadas e depois com 100 anos sentado em uma poltrona contando aos seus bisnetos como você foi feliz na escolha de sua carreira.




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