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sexta-feira, 27 de abril de 2012

RONDONIA: CORRUPÇÃO, CLIENTELISMO E CORPORATIVISMO

“Nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado, Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. Essa canção da Banda Legião Urbana embalou a juventude brasileira no final da década de 80 e de norte a sul do país todos se perguntavam: Que país é esse?
Para muitos talvez a corrupção esteja impregnada na alma ou na cultura do povo brasileiro, não é de estranhar que este mal assola nossa terrinha desde a colonização, isso é fato histórico que desde a instalação da primeira Câmara Municipal, que representava teoricamente os interesses da população local (teoricamente). Contudo, atrelada ao Governo Geral existia apenas como agente cumpridor das ordens governamentais.
Assim também é o clientelismo (pratica eleitoreira de certos políticos que troca favores por votos) e o próprio corporativismo. Nosso país esta afundado num lamaçal fedorento dessas práticas que envergonham a maioria dos brasileiros que ainda “acreditam” num futuro melhor para este país!
O Poder Legislativo que na sua essência seria de legislar em favor do povo, criando leis, fiscalizando os outros poderes perdeu sua função para a Policia Federal que não tem brincado em serviço e com excelentes operações tem descoberto, provado e comprovado o envolvimento de milícias formadas por Juízes, Ministros, Senadores, Governadores, Empresários e Funcionários públicos com uma fatia menor do bolo…
Ninguém jamais se igualou ao ex-governador paulista em escândalos de desvio e lavagem de dinheiro público. Mas isso é só a ponta do Iceberg que é uma ameaça aos cofres públicos deste país que só não afundou perla riqueza produzida pela fortuna excepcional desta nação e pela força de seus trabalhadores, a maioria abaixo da linha da pobreza.
Em Rondônia são inúmeros os casos de corrupção e bandalheira cometidos por aqueles que eram para ser a “voz do povo”, muito antes da formação deste Estado, ainda na Construção das Linhas Telegráficas do Mato Grosso, prestação de contas e relatórios dos gastos com a mesma irritavam o tão célebre e homenageado Marechal Rondon.
Era ainda menino, mas, lembro-me da Campanha politica do então candidato mineiro que tentou a sorte por aqui e investiu pesado para se eleger Deputado Federal por Rondônia, falo de Mucio Athayde (o homem do Chapéu), depois de eleito não recebia se quer um rondoniense, e falava em tom alto, que não devia nada a eleitor nenhum pois tinha pago pelos votos em troca de favores.
Jerônimo Garcia de Santana foi o primeiro governador eleito em 15 de novembro de 1986, tendo sido empossado no dia 15 de março de 1987 e o segundo Oswaldo Pianna, natural de Porto Velho ambos decepcionaram o povo rondoniense pela má administração dos recursos e patrimônio público. Na verdade a classe política rondoniense é uma fonte inesgotável de escândalos, que ganharam destaques nacionais a partir do surgimento da chamada bancada do pó, ainda na década de 80, quando deputados federais foram cassados e por crimes políticos até hoje não desvendados, como o assassinato do Senador Olavo Pires em outubro de 1990. A “nossa” Assembleia Legislativa então é um caldeirão de desmoralização desde a epopeia Donadon, passando por Carlão e fechando com chave de ouro com o então defensor dos evangélicos Valter Araújo que continua foragido.
Em nível de município talvez a coisa não seja tão diferente, pelo menos do que tenho conhecimento ou pelo menos nas denúncias feitas pelo Tribunal de Contas de Rondônia em relação a serviços prestados por uma empresa que fazia a coleta de lixo em Porto Velho, salvo engano esta empresa recebeu pelo menos l.641.917,37 (Um milhão, seiscentos e quarenta e um mil, novecentos e dezessete reais e trinta e sete centavos) por serviço que nunca realizou no ano de 2010.
Outro ex-prefeito também fora denunciado pelo Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Probidade Administrativa em 2003 e pelo próprio Tribunal de Contas do Estado por contas das verbas destinadas a construção do calçadão beira-rio que ameaçava desapropriar moradores do histórico bairro triangulo.
E cadê os legisladores, fiscalizadores do povo¿
Na Legislatura Municipal entre 1993-1996 pelo menos vimos uma parlamentar preocupada com o destino e aplicação das verbas públicas, utilizando-se assim do verdadeiro papel de um vereador que seria trabalhar em benefício e defesa do povo, mas, como uma andorinha só não faz verão a mesma ficou acuada com perseguições, difamações e outras coisas que denegriam sua imagem pública somente por querer ser talvez a pioneira no combate a corrupção em Porto Velho.
Falo aqui da ex-vereadora Fátima Brito eleita na época pelo Partido Socialista Brasileiro, fez parte da Mesa Diretora daquela Casa de Leis como 1ª secretária e seu único erro talvez foi ter solicitado junto a seus pares o “IMPPEACHMENT” do então Prefeito Municipal de Porto Velho, naquela ocasião o Sr. José Alves Vieira Guedes; ato este que segundo a mesma custaria caro durante toda sua vida parlamentar. Talvez aqui mais um exemplo de corporativismo politico onde as denuncias teriam sido aceitas na época se fossem alvo de investigação da Policia Federal, assim mesmo correríamos o risco de vermos tudo terminar em pizza, como já é de costume nesse país.
Os exemplos de corrupção, clientelismo e corporativismo politico por aqui tem assunto para publicações de várias coletâneas, na verdade talvez o que o povo queiro é mudanças na Legislação Brasileira que puna o politico corrupto, safado e ladrão; Que nossos políticos preocupassem com a vida das pessoas simples e honestas; Que as verbas gastas em obras públicas fossem destinadas na sua plenitude do planejamento até a conclusão do patrimônio, sem desvios, sem atalhos, sem roubos.
Quando tudo isso acontecer, talvez não tenhamos vergonhar de dizer de peito aberto e em alta voz: “SOU DAQUI E EXIJO RESPEITO”
Prof. Valdeci Ribeiro, especialista em Educação.

5 comentários:

  1. professor valdecir, nos alunos do IMA, podemos perceber que aqueles textos foram muitos complicados! Texto 4 - "Todorov elaborou uma interpretação para conquistas: Os Astecas possuíam comunicação com os deuses, buscavam advinha o futuro. Os Astecas perderam a comunicação com os deuses orque o imperador recusou-se a dialogar com Cortez. Cortez ganhou através da felicidade da comunicação. Durou dois anos ara completar a conquista!" Thainara e Diego H.

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  2. IMA – Concluí, com base no texto 1, que genocídio é uma destruição em massa da cultura de um povo ou grupo, podendo ocorrer de várias formas. Uma delas é o extermínio de membros de um grupo, que acredito eu, um bom exemplo seriam os índios da Argentina que são poucos ou até mesmo inexistentes, devido a massacres ocorridos no passado. Outro exemplo também foi a tentativa de Hitler de criar um mundo com raça superior (branca) e exterminar de vez grupos étnicos (negros), religiosos (judeus), entre outros. Além dessa, há outra forma de genocídio que é descrita como a transferência forçada de crianças de um grupo para outro. Penso que um exemplo disso seria a escravização infantil, uma vez que as mesmas eram obrigadas, sob condições desumanas, a mudar-se de local e na maioria das vezes separadas de seus pais. No total, existem cinco formas de genocídio que foram decididas pela Convenção das Nações Unidas em 1948. Penso que o genocídio atualmente, com tantas organizações nacionais e internacionais, meios de comunicação e informação e poder de revolta por parte da população não seria mais possível ocorrer em proporções gigantescas como as citadas anteriormente.
    Amanda Leite de Freitas 2° ano ‘A’

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  3. IMA-
    Texto 1: Genocídio se caracteriza como todo projeto sistemático que tem como objetivo eliminar um aspecto importante da cultura de um povo. Termo usado pela primeira vez por R. Lemkín para caracterizar a politica racista do nazismo, como a eliminação de judeus e outros cidadãos alemães nao qualificados como "arianos". Por causa da condenação dos crimes do nazismo que foi caracterizado o genocidio como crime a humanidade. A Convenção das Nações Unidas o definiu em cinco formas (sendo essas encontradas no texto 1 da pag. 177) que tem como intenção destruir determinados grupos.
    Cristine Aldunate 2º ano "A"

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  4. Texto 1 : Tema Genocídio:
    “ Meu entendimento é que o Genocídio caracteriza-se por “todo projeto sistemático que tenha por objetivo eliminar um aspecto fundamental da cultura de um povo”, ou seja, é uma destruição em massa. A primeira vez que uma pessoa usou esse termo foi em 1944, por R. Lemkin, para caracterizar a política racista do nazismo, com a eliminação física de judeus, comunistas, homossexuais, ciganos, e outros cidadãos alemães não classificados ‘’arianos’’ ou não simpatizantes com a ideia nazista. As praticas do genocídio são consideradas crimes a humanidade. No artigo 2°, da Convenção das Unidas, definia Genocídio qualquer ato com o objetivo de causar destruição, no todo ou em parte. “ Caroline Luiza 2° A - IMA

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  5. Quanto besteira! Vai estudar!

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