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sexta-feira, 13 de abril de 2012

CULTURAS E KULTURAS

CULTURAS E KULTURAS


Há muito tempo vem se discutindo a questão da valorização cultural dos povos e a sociedade ainda tem dificuldade em definir ou encontrar um termo que a defina.
Em terras tupiniquins alguns séculos atrás, pesquisadores de outros países chegavam a conclusão em um relatório enviado a seus países, que investiam em pesquisa na Amazônia (na verdade o interesse era outro), que o atraso socioeconômico destas localidades  em meio a floresta, devia-se a preguiça e a indolência de seus moradores.
Não é de estranhar comentários de pessoas filhos de nossa terra, que ainda utilizam destes argumentos para justificar o “atraso” ou a falta de qualificação profissional ou educacional de pessoas nascidas por estes confins.
Na verdade, sempre fez parte dos “costumes” do brasileiro valorizar ou supervalorizar o que é ou vem de “fora”. Para muitos, SANTO DE CASA NÃO FAZ MILAGRES, e assim a empregabilidade em cargos e funções de primeiro escalão sempre ficam pra quem tá chegando por aqui.
Não é difícil procurar e mostrar exemplos para comprovar essa “valorização” seja dos profissionais, dos diplomas, das músicas e até mesmo das pessoas. Para as massas tupiniquins, mulheres bonitas são as sulistas ou dos grandes centros do país.
Não é de estranhar que o Futebol por aqui ainda não foi pro beleleu por conta de meia dúzia de desportistas apaixonados pelo esporte. E isso se repete com nossas atrações artísticas e culturais como é o caso do nosso Festival Folclórico & Danças de Boi, que se arrastam ano a ano sem o apoio devido do Estado, sobrevivendo e lutando para entrarem na “arena” através de promoções de bingos, churrascos e feijoadas que se desenrolam durante quase todos os anos.
Precisamos de Políticas Públicas (mas, que saiam do papel, saiam dos gabinetes) e dê condições mínimas de sustentabilidade aos nossos grupos folclóricos, escolas de samba, agremiações futebolísticas, atletas, cantores regionais e escritores.
Poderíamos passar horas escrevendo sobre essa perda de identidade regional, e a  continua invasão de funkeiros, cantores de axé music, pagodeiros, sertaneijos e ainda assim não conseguiríamos definir um stilo próprio aos moradores da terrinha querida.
Com isso perdemos a cada dia a oportunidade de entrar no rol de grandes cidades brasileiras que investem no Turismo, por exemplo, com a valorização do Centenário da Madeira Mamoré seria um prato cheio pra atrair turistas para nossa região, para assistir as apresentações de nossos bois bumbas e quadrilhas fantásticas que temos por aqui.
Vai entender... cada um tem sua kultura!!!!

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