domingo, 26 de janeiro de 2014

DISCURSO SOBRE AS FÉRIAS

"O discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo pelo que se luta, o poder de que queremos nos apoderar" 



Há muito tempo não tirava uma férias integral e com toda família. Nos últimos anos minha esposa viajava com meus filhos e eu ficava cuidado de um pequeno negócio que temos em nossa cidade. Pois bem o caso que agora no final de Dezembro mais precisamente no dia 21, viajos todos à São Paulo onde passamos o Natal e no dia 27 descemos a serra e fomos para o litoral paulista, mais precisamente no Guarujá!
E a cidade do Guarujá é muito linda, no entanto como as outras cidades brasileiras, sem transito é caotico, as periferias fedem e os politicos são todos iguais!
Mas, foi muito legal e maravilhoso o final de ano e inicio de 2014 juntamente com a familia de minha esposa e as belas noites nas praias da Enseada e Pitangueiras....
Férias é sinonimo de viajem... ou não é?
Infelizmente nessas férias, não pude fazer uma das viajens que mais gosto nos livros!!!!
Se férias, há muito, já se tornou sinônimo de realização de viagens afora. Porque não ter como ponto de partida e de destino os livros? Faça uso da imaginação.






quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

EDUCAÇÃO: "UMA TRISTE DESESPERANÇA DAS FAMÍLIAS".

Janine Borges Soares (*)
A problemática que envolve a crise educacional moderna parece ser fator importante de causa e conseqüência das dificuldades de muitas famílias. A influência da postura e do discurso dos pais na vida educacional de seus filhos, muitas vezes contraditórios, assume especial relevância neste contexto. Quando os pais transmitem aos seus filhos, especialmente na infância, uma mensagem, mesmo indireta, de desvalorização da educação, dão causa ao desinteresse daqueles quanto aos estudos.

Para Piaget1, A primeira moral da criança é a da obediência e o primeiro critério do bem é durante muito tempo, para os pequenos, a vontade dos pais. De se estimar, pois, que a criança irá perceber a importância dos estudos em sua vida através do respeito às regras estabelecidas pelos pais, concluindo Piaget (1) que A moral da criança fica, com efeito, essencialmente heterônoma, isto é, dependente de uma vontade exterior, que é a dos seres respeitados ou dos pais.

Muitos pais não dão prioridade aos estudos de seus filhos, por falta de consciência de que ter os filhos freqüentando uma escola regularmente é um importante fator de segurança, de dignidade e de esperança para suas famílias, e um caminho para sua emancipação futura. Fora da escola, as crianças e os adolescentes estão desprotegidos das piores formas de exploração do trabalho infantil e da violência física, social, moral, psicológica, privando-se do direito de sonhar e de se preparar para a vida, para o trabalho e para o exercício da cidadania. Além da educação ser garantidora da sobrevivência e da saúde da espécie, é responsável pelo padrão de existência que chamamos de civilização, propiciando ao homem a ciência, a arte, a auto-realização, a fé, a ordem, o desenvolvimento, a prosperidade e a cultura.
Os seres humanos dependem da educação para viver. A educação é instrumento básico para a sobrevivência humana e sua evolução, constituindo um dos maiores dons e deveres da humanidade, sendo que na escola professores e alunos realizam um processo de troca de conhecimento fundamental para o desenvolvimento humano. Para Freire(2), ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo. A escola desempenha papel imprescindível neste processo.

O mundo tem sede de ideal e de valores, cabendo à educação a nobre tarefa de despertar em todos esta elevação do pensamento e do espírito, para uma espécie de superação de si mesmo, fomentando a esperança da humanidade.

Trindade(4), ao analisar o vínculo existente entre a relação com o pai e a freqüência à escola, refere que Pais instruídos valorizam mais esta oficialidade, o modelo da aprendizagem formal, ao mesmo tempo em que oferecem mais amparo e estímulo à atividade educadora, sendo também mais exigentes quanto às expectativas de sucesso (…). A falta de motivação de muitos alunos para os estudos parece decorrer do desconhecimento e desorientação deles quanto à importância do ato de freqüentar a escola, e sua repercussão no futuro. Isto tem levado grande parcela de estudantes, quase invariavelmente, a um viver não-criativo, ficando presos a uma realidade pré-estabelecida já experimentada por seus familiares, cujo contexto a educação não está incluída.

Viver submisso a uma realidade externa que impõe apenas adaptação traz um sentido de inutilidade e desvalorização da vida. Para Winnicott (4) É através da apercepção criativa que o indivíduo sente que a vida é digna de ser vivida. (…) essa teoria inclui a crença de que viver criativamente constitui um estado saudável, e de que a submissão é uma base doentia para a vida.

Embora a consciência popular reconheça a idéia de "ascensão pela educação", Ao mesmo tempo, a instrução é percebida como instrumento de injustiça e de desigualdades sociais, de sorte que o estudo é encarado simultaneamente como direito (ideal) e como impossibilidade (real), sustenta Chaui.(5)

A questão apontada costuma acarretar duas conseqüências funestas para a área da educação infanto-juvenil: o analfabetismo e a evasão escolar, que no futuro habitualmente agravam o desemprego e causam exclusão social. Como os problemas relativos à educação são, em geral, diretamente proporcionais ao desemprego, acabam por atingir frontalmente os direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes, pois o próprio mercado de trabalho, sobre o qual refletem estas questões, atua como elemento estruturador das desigualdades e da exclusão social, já que o vínculo ao emprego constitui uma das formas de acesso aos benefícios do mundo capitalista.

Os filhos, diante do quadro de desqualificação, desemprego e pobreza dos pais, geralmente visualizam para si próprios um futuro sem perspectivas e, desta forma, sentem-se desestimulados para os estudos. A falta de oportunidades profissionais apropriadas aos interesses e condições de vida e de trabalho de muitas famílias também se identifica como um fator relevante, que culmina na violação do direito constitucional à educação, pois famílias cujos membros enfrentam o desemprego costumam produzir crianças e jovens em regra com seus direitos à educação violados.

Para Zaluar(6), É neste contexto sócio-econômico mais amplo que o consumo de drogas tem crescido grandemente entre as parcelas mais pobres da população no Brasil, as mais afetadas pelas falhas da escola e do mercado de trabalho em lhes dar esperanças e projetos para o futuro.

O debate sobre a situação difícil enfrentada por muitas famílias passa, pois, necessariamente, pela discussão da falência da educação como forma de exercício da cidadania. O problema da escola já não é mais apenas escolar, nem sua solução um desafio para educadores somente, conclui Zaluar (7) . Neste sentido, o art. 227, “caput”, da Constituição Federal, e o art. 4º, “caput”, do Estatuto da Criança e do Adolescente, adotaram a doutrina de proteção integral da ONU (Organização das Nações Unidas), e trouxeram como alteração significativa a idéia de co-responsabilidade entre família, sociedade e Poder Público para assegurar e implementar os direitos da criança e do adolescente, entre eles o direito à educação.

A preocupação maior surge quando se verifica que efetivamente a educação não faz parte da lógica de muitas famílias, já que, via de regra, quando o índice de escolaridade dos pais é insignificante os filhos reproduzem a postura de seus genitores, desinteressando-se pela escola e abandonando os estudos muito cedo. É o modelo familiar que se constrói através de valores transmitidos intra e extrafamiliarmente.

Os pais, com baixa escolaridade e sem discernimento suficiente para convencer seus filhos da importância dos estudos na construção da cidadania, acabam involuntariamente transmitindo a seus descendentes uma idéia de que a educação não é importante.

O principal é que o homem ou a mulher sintam que estão vivendo sua própria vida, assumindo responsabilidade pela ação ou pela inatividade, e sejam capazes de assumir os aplausos pelo sucesso ou as censuras pelas falhas, diz Winnicott (8). Esta não parece ser a postura de muitas famílias, que demonstram não visualizar de forma clara sua parcela de responsabilidade no insucesso próprio e nas dificuldades dos filhos, especialmente quando se trata de educação.

A lógica que os pais tentam transmitir a seus filhos de que os estudos são "um caminho para uma vida melhor" esbarra usualmente na experiência própria deles de exclusão política e social, que é assistida por todos os membros da família. São as contradições entre o falar e o agir.

Como é moeda corrente nos estudos sobre a escola e a família, uma idéia sempre repetida pelos membros das classes populares, e que em algumas famílias se traduz num projeto educacional para os filhos, é a de que "é preciso estudar para ser alguém na vida". Deixar o anonimato, deixar de ser proletarizado, tornar-se uma pessoa, tal é o sentido implícito desta afirmação. Alguns autores falam de "mito" ou "ilusão" como o efeito dessa crença popular na escola oficial, pois que seus filhos não receberiam o estímulo intelectual proporcionado em casa para que um bom desempenho escolar seja possível, refere Zaluar (9) .

É evidente que ao lado do senso comum repetido pelos pais de que os estudos são fundamentais para "ser alguém na vida", muitos filhos vivenciam a postura de seus familiares e da sociedade de descrença na escola, que deixou de ser vista como geradora de valores sociais e de projetos familiares, funcionando com descrédito.

Pode-se supor que muitas crianças e jovens têm reproduzido um modelo de desinteresse transmitido pelos pais que, devido à sua própria condição de excluído do processo educacional, não conseguem estimular seus filhos para os estudos, mesmo quando repetem aqueles dizeres do senso comum que buscam valorizar a educação como forma de se ‘melhorar de vida’. Este dilema ocorre porque a mensagem recebida e assimilada pelos filhos através da simples observação da vida pregressa de sua família, é no sentido contrário às suas afirmações.

Salienta Winnicott (10), que a imaturidade é um elemento essencial da saúde durante a adolescência. Só existe uma cura para a imaturidade, a passagem do tempo e o crescimento para a maturidade que o tempo pode trazer. Durante esta "travessia" o adolescente assimila as percepções de vida e mundo dos pais, que, seguidamente, parecem estar falhando na questão educacional.

A baixa escolaridade e o insucesso da vida dos pais demonstram possuir uma relação específica com o desinteresse dos filhos pelos estudos. Estes, via de regra, repetem a frustração social dos genitores, em grande parte pela descrença na escola como meio de se obter realização pessoal através do exercício da formação escolar por esforço e mérito próprio. Para Paiva (11), No caso da educação, a idéia de que maior escolaridade assegura empregos e melhores salários convive com a percepção empírica de que isso nem sempre acontece e que as dimensões do pauperismo não permitem crer que a pobreza se combata por via educacional.

Por outro lado, na medida em que a escola, na tentativa de promover padrões morais de comportamento, ensina muitas vezes valores e conteúdos conflitantes com aqueles aprendidos pelos alunos na família e na rua, gera conflitos e desinteresse, pois vários não compreendem a conexão do conteúdo ensinado com a vida lá fora, sua serventia imediata ou utilidade futura perceptível.
Ao analisar o problema do desemprego acaba-se forçosamente retornando novamente à questão da educação, pois ambos configuram, em suas conseqüências, forma de exclusão social e estão diretamente relacionados, pois a crise educacional irrompe na crise do emprego.

Excluem-se da escola os que não conseguem aprender; excluem-se do mercado de trabalho os que não tem capacitação técnica, por que antes não aprenderam a ler, escrever e contar; e excluem-se, finalmente, do exercício da cidadania esses mesmos cidadãos porque não conhecem os valores morais e políticos que fundam a vida de uma sociedade livre, democrática e participativa.

Constata-se, finalmente, que, sendo o mercado de trabalho elemento estruturador das desigualdades e da exclusão social, estão várias famílias sofrendo um doloroso processo de empobrecimento devido à falência da educação.

É possível pensar que a situação de baixa escolaridade, pobreza e desemprego dos pais versus evasão escolar dos filhos versus consciência de todos da importância da educação versus inércia total para mudar a pintura deste quadro traduz implicitamente uma triste desesperança das famílias, sabedoras que são de que suas chances na sociedade moderna são insignificantes.

Diante desta constatação, pode-se visualizar as afirmações de Piaget e de Zaluar, referidas anteriormente. Os filhos aprendem os valores através dos pais, que, desprovidos do estímulo intelectual necessário para realmente compreender o sentido da educação em suas vidas, têm falhado na tarefa de transmitir àqueles uma mensagem de valorização da escola e dos estudos com a necessária autoridade.

Assim, os filhos acabam repetindo a experiência dos pais, deixando transparecer sua insegurança diante do novo. Segundo Chauí (12), poderíamos dizer que a crítica do novo e a defesa do velho se inscreve no espaço definido pela opressão: diante da impotência presente e da falta de esperança num futuro melhor, o passado opera como referencial para o imaginário elaborar a diferença temporal, fazendo do passado um outro tempo possível.

Referência:

1 PIAGET, Jean. Seis Estudos de Psicologia. Rio de Janeiro: Forense, 1967, P.40.
2 FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 28 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p.82.
3 TRINDADE, Jorge. Delinqüência Juvenil – Compêndio Transdisciplinar. 3.ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2002, p.178.
4 WINNICOTT, D.W. O Brincar e a Realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975, p.95.
5 CHAUÍ, Marilena. Conformismo e Resistência: aspectos da cultura popular no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1987, 170.
6 ZALUAR, Alba. “Introdução: Drogas e Cidadania”. In: ZALUAR, Alba (org) et al. Drogas e Cidadania: repressão ou redução. São Paulo: Brasiliense, 1994, p.11.
7 ZALUAR, Alba. “Introdução: Exclusão social e violência”. In: ZALUAR, Alba (org) et al. Violência e Educação. São Paulo: Cortez, 1992, p.10.
8 WINNICOTT, D. W. Tudo começa em casa. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1989, p.22.
9 ZALUAR, Alba. “Exclusão Social e Violência”. In: Violência e Educação. São Paulo: Cortez, 1992, p.50.
10 WINNICOTT, D. W. Tudo começa em casa. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1989, p.125.
11 PAIVA, Vanilda. “Violência e Pobreza: a educação dos pobres”. In: ZALUAR, Alba (org) et al. Drogas e Cidadania: repressão ou redução. São Paulo: Brasiliense, 1994, p.78.
13 CHAUÍ, Marilena. Conformismo e Resistência: aspectos da cultura popular no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1987, p.157.

BIBLIOGRAFIA:
BARRETO, Vicente. “Educação e Violência: reflexões preliminares”. In: ZALUAR, Alba (org) et al. Drogas e Cidadania: repressão ou redução. São Paulo: Brasiliense, 1994.
CHAUÍ, Marilena. Conformismo e Resistência: aspectos da cultura popular no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1987.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 28 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
PAIVA, Vanilda. “Violência e Pobreza: a educação dos pobres”. In: ZALUAR, Alba (org) et al. Drogas e Cidadania: repressão ou redução. São Paulo: Brasiliense, 1994.
PIAGET, Jean. Seis Estudos de Psicologia. Rio de Janeiro: Forense, 1967.
TRINDADE, Jorge. Delinqüência Juvenil – Compêndio Transdisciplinar. 3.ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2002.
WINNICOTT, D.W. O Brincar e a Realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.
WINNICOTT, D. W. Tudo começa em casa. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1989.
ZALUAR, Alba. “Introdução: Drogas e Cidadania”. In: ZALUAR, Alba (org) et al. Drogas e Cidadania: repressão ou redução. São Paulo: Brasiliense, 1994.
ZALUAR, Alba. “Introdução: Exclusão social e violência”. In: ZALUAR, Alba (org) et al. Violência e Educação. São Paulo: Cortez, 1992.
ZALUAR, Alba. “Exclusão Social e Violência”. In: Violência e Educação. São Paulo: Cortez

(*) É Promotora de Justiça de Barra do Ribeiro/RS;
Especialista em Infância e Juventude pela Escola Superior do Ministério Público/RS;
Mestre em Ciências Criminais pela PUC/RS. Texto na íntegra consulte:
http://meb.zarinha.com.br/2010/01/01/da-desesperanca-a-educacao-transformadora/

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A Cidade é a cara de seu Administrador

Não há como negar... até os mais fiéis dos puxa-sacos a de aceitar as péssimas condições em todos os níveis em que se encontra nossa cidade. Uma cidade entregue aos buracos, nem umas simples operação Tapa-Buracos conseguimos ver em Porto Velho.
Engraçado se não fosse cômico, é que muita gente se manifesta, se organizam, publicam nas redes sociais contra um certo professor que escreve de maneira irônica sobre esta cidade fantasmagórica!!!
Se o povo fosse "inteligente" em uma campanha eleitoral, não seria difícil identificar como seria o "governo" do futuro candidato ao executivo. Simples, é só olhar a maneira que o mesmo trata os seus negócios na vida privada...  Se o mesmo tratar o seu próprio negócio como uma verdadeira PRIVADA... já sabemos que vai ser um CAOS.
Então estava escrito que a população de nossa cidade pagaria caro, por não olhar a vida privada do seu candidato!!!!!!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE E A POLITICA DO PÃO E CIRCO


São muitos os problemas que estão presentes na educação brasileira, especialmente na educação pública. São diversos os fatores que proporcionam resultados negativos, um exemplo disso são as crianças que se encontram no 6ºano do ensino fundamental e não dominam habilidade de ler e escrever.

Esse fato é resultado direto do que acontece na estrutura educacional brasileira, pois praticamente todos os que atuam na educação recebem baixos salários, professores frustrados que não exercem com profissionalismo ou também esbarram nas dificuldades diárias da realidade escolar, além dos pais que não participam na educação dos filhos, entre muitos outros agravantes. 

As avaliações implantadas pelo governo para avaliar a educação brasileira apresentam números desanimadores, isso se tornou uma situação insustentável que não pode continuar. 
Em setembro de 2006, um grupo de empresários e políticos, com a participação dos meios de comunicação em massa, firmou um compromisso denominado de Todos pela Educação. Nessa mobilização ficaram definidas algumas metas a serem alcançadas até 7 de setembro de 2022. São elas: 

- Todo indivíduo com idade entre 7 e 17anos deverá estar na escola. 
-Todo indivíduo com idade de 8 anos deverá dominar a leitura. 
- Os alunos deverão ter acesso a todos os conteúdos correspondentes a sua série. 
- Todos os alunos deverão concluir as etapas de estudo (fundamental e médio). 
- Garantia de investimentos na Educação Básica. 

Números que retratam os problemas da educação brasileira 

• Hoje, no Brasil, de 97% dos estudantes com idade entre 7 e 14 anos se encontram na escola, no entanto, o restante desse percentual, 3%, respondem por aproximadamente 1,5 milhão de pessoas com idade escolar que estão fora da sala de aula. 

• Para cada 100 alunos que entram na primeira série, somente 47 terminam o 9º ano na idade correspondente, 14 concluem o ensino médio sem interrupção e apenas 11 chegam à universidade. 

• 61% dos alunos do 5ºano não conseguem interpretar textos simples. 60% dos alunos do 9ºano não interpretam textos dissertativos. 

• 65% dos alunos do 5ºano não dominam o cálculo, 60% dos alunos do 9º ano não sabem realizar cálculos de porcentagem. 


Medidas que possivelmente poderão combater os índices acima apresentados: 

• Mobilização da sociedade para a importância que a Educação exerce. 

• Direcionamento de recursos financeiros para escolas e professores. 

• Valorização do profissional da educação. 

• Implantação de medidas políticas educacionais a longo prazo.

Valdeci Ribeiro, leciona na Rede Pública de Porto Velho-RO.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

PERFIL DO MEU BLOG

Sou Sócrates, estimulando a juventude de Atenas para descobrir novas idéias usando perguntas. 
Sou Paulo Freire espalhando pelo mundo suas ideías humanistas no processo ensino-aprendizagem. Sou Anne Sullivan, tamborilando os segredos do universo sobre a mão estendida de Helen Keller. Sou Esopo e Hans Christian Andersen, revelando a verdade por meio de muitas, muitas estórias.
 Sou Darcy Ribeiro, construindo uma universidade a partir do nada no planalto brasileiro. 
Sou Ayrton Senna, que transforma sua fama de herói esportista em recursos para educar crianças em seu país.
Sou Anísio Teixeira, na sua luta de democratização da educação para que todas as crianças brasileiras tenham acesso à escola.
 Os nomes daqueles que exerceram minha profissão constituem uma galeria da fama da humanidade: Buda, Paulo Freire, Confúcio, Montessori, Emilia Ferreiro, Moisés e JESUS CRISTO.
 PROFESSOR COM ORGULHO...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

EDUCAÇÃO PRA DESEDUCAR!!!!!



Tentei ser politicamente neutro durante as eleições. Mas agora não adianta mais. O Brasil foi enganado pelos governantes eleitos, e resolvi não mais me manter calado. Irei criticar quem merece ser criticado e mostrar para aqueles que me leem os problemas dos atuais governantes que nós mesmo elegemos a quase dois anos e meio. E o maior problema que vejo é na educação.
Os governantes mentiram dizendo que iriam investir em educação. Isso não aconteceu. O governo atual NÃO TEM INTERESSE EM EDUCAR. Na sua maioria, as Escolas Públicas do Estado de Rondônia não tem as mínimas condições de funcionamento. Para "caiar" ou disfarçar os problemas de décadas na educação de Rondônia, o atual Governo começou desastrosamente fazendo pinturas em escolas sem nenhuma preocupação em reformas nas estruturas dos prédios! São verdadeiros SEPULCROS CAIADOS. Depois foram criados tantos PROGRAMAS  que nossas escolas são um verdadeiro CAOS em relação ao trânsito de alunos em horário contrário das aulas, com desculpas de que isto é EDUCAÇÃO INTEGRAL... Outra grande mentira é essa RECUPERAÇÃO bimestral que na verdade não recupera ninguém, é uma verdadeira FÁBRICA de aprovações de alunos analfabetos funcionais!!!
E falta na verdade uma valorização do profissional em educação, pois os jovens de hoje não veem no papel do Professor um referencial no qual possa se espelhar e procurar mudar seus rumos construindo objetivos concretos!!!
Algumas escolas da Zona Sul de Porto Velho, funcionam sem Ar-condicionado, sem bibliotecas, sem sala de informática, nem quadra esportiva para a prática da Educação Física e outras atividades extra curriculares... E a propaganda na mídia(muita cara por sinal) mostra uma educação renovada, onde as escolas de Rondônia são um verdadeiro PARAÍSO!!!!
O que falta na verdade para os políticos de Rondônia é vergonha na cara, desde a Camara de Vereadores até o Legislativo Estadual... Isso pra não falar do desastroso EXECUTIVO!!!!


terça-feira, 3 de setembro de 2013

VISITA AO DISTRITO DE SÃO CARLOS

Estivemos neste mês de agosto no Distrito de São Carlos no Baixo Madeira, mas precisamente na localidade chamada Prosperidade. Como é bom ver a união daquele povo, um sentimento "familiar", pouco encontrado nas cidades.  Foi muito bom, e estaremos retornando pra lá dia 21 e 22 de Setembro para o FESTIVAL DE PRAIA DE SÃO CARLOS.....

sábado, 10 de agosto de 2013

VERDADEIRO APOCALIPSE?

*Valdeci Ribeiro

É manchete em todo o país a condenação do primeiro senador da República brasileira. Será o inicio de uma nova era para a politica brasileira ou estamos acostumados a ver tudo acabar em pizza?
O bom seria que estes politicos condenados ou com perca de mandato devolvesse aos cofres públicos o dinheiro roubado!!!!!!
Enquanto isso no país a farra com o dinheiro público não para!!!!!  e é  díficil ver um fim para isso, sendo que quem faz as leis nesse país são os próprios corruptores... é como colocar a raposa pra cuidar do galinheiro!!!!!!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

DIGA NÃO AOS CORRUPTOS EM 2014

Mais um ano político se aproxima e nos deixa preocupado, pois aquele ditado que "brasileiro tem memória curta" parece tão próximo da realidade, quanto o nosso próprio nariz. Ou então a maioria não enxerga mesmo um palpo a frente do mesmo!!!
De qualquer forma é bom sempre alguém lembrar o nome dos politiqueiros e politicalhas que sucatearam as "Assembleias Legislativas" pelo Brasil afora. Em Rondônia não foi diferente, SANGUESSUGAS e verdadeiras gangues montadas em esquemas milionários que desviam em montantes que pobre nenhum teria saliva pra contar, nem vida para ganhar!!!
Quem ainda lembra o nome dos POLITICALHAS que desviaram milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia? E esses miseráveis ainda querem voltar ao cenário politico nesse ano que se aproxima!
E essa desculpa de que ele rouba mais faz! é coisa pra ANALFABETO sair repetindo por ai,(na verdade estamos cheios de pessoas com certificados na mão e são considerados analfabetos funcionais) e acreditam que o politico "BOM" é aquele que desvia dinheiro mais mantém fundações e associações pelo nosso Brasil.
Vamos dar um basta nessas falcatruas!!!! DIGA NÃO! aos políticos profissionais!!!!
Diga não aos políticos que roubaram dinheiro público!!!!! DIGA NÃO!!! aos políticos que compram votos!!!!!! ACREDITE!!!!!! Você é a mudança!!!!!!
Quem sabe no próximo texto eu coloque o nome desses safados!!!!!