sábado, 17 de outubro de 2009

SALA DE AULA É UM LABORATÓRIO SIM!



A escola desse século tem que fazer a diferença,se o aluno não tem a capacidade de aprender não pode agir na sociedade.Para que serve a educação se não for para mudar a vida.

O ensino tem que chegar em casa para ajudar os pais a evoluirem no mundo,e isso se faz quando pegamos a sala de aula e juntamos com a vida.Somos agente de mudança porque vivemos em contantes transformações.


A escola tem que mudar de forma mais rápida,porque os meios de comunicação estão velozes.Temos que ensinar os alunos a serem agentes de mudanças e aí esta o desafio do professor o mundo mudou e temos que mudar com ele.Par ser esse agente transformador devemos trazer o olhar da criança sapeca,curiosa e para isso o professor tem que ser criativo.

A curiosidade é a mãe da ciência,a curiosidade instiga a aprendizagem.O homem aprende por dois motivos:necessidade e curiosidade.O que faz a criança ir para a escola?A curiosidade de confrontar emoções,ações.E o desafio do professor é fazer da escola um espaço curioso.


Curiosidade gera audiência e a nossa audiência enquanto educador que somos representa a evasão,a motivação,a aprendizagem.A educação tem que falar que eles querem entender,a escola tem que ser o lugar do conhecimento.Também colocou a questão de trabalharmos em equipe,fazendo atividades com que os alunos dependam um do outro com o intuíto de mostrar aos alunos de que a vida é viver em sociedade.


Trouxe a fala de Frenet que diz "aprendo de forma coletiva,para haver aaprendizagem tem que haver envolvimento,confiança".Ser professor é sinônimo de mudança."Mudam-se os tempos,mudam-se as vontades,muda-se o ser,muda-se a confiança.Todo o mundo é composto de mudança.Tomando sempre novas qualidades"Luíz Vaz de CamõesDiante dessa mudança fez um pequenos relato da questão inclusão escolar,colocando não é a teoria que vai nos fazer aprender mas sim a vontade de ensinar essa pessoa.

O medo faz agente acreditar de forma errada que não somos capazes de trabalhar com essa diferança.Educar é um ato de amor.

Prof. Valdeci Ribeiro leciona Sociologia no JBC

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PLANETA ÁGUA




Água que nasce na fonte Serena do mundo

E que abre um Profundo grotão

Água que faz inocente Riacho e deságua

Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios

Que levamA fertilidade ao sertão

Águas que banham aldeias

E matam a sede da população(...)

Águas que movem moinhos

São as mesmas águas Que encharcam o chão

E sempre voltam humildes

Pro fundo da terraPro fundo da terra...


Terra! Planeta Água

Terra! Planeta Água

Terra! Planeta Água...(2x)


A música Guilherme Arante representa a importância da água para o ciclo de vida das plantas, dos rios, do solo e do próprio homem. Quando a canção foi composta na década de 80. questões como desmatamento, urbanização acelerada, mudanças climáticas e avanços agropecuários começavam a ganha destaque no cenário mundial.

Cientistas estimam que 40% do território da Amazônia seja destruido em 20 anos, e 20% perderá sua caracteristica de floresta tropical.

Um dos principais vilões é a PECUÁRIA. Cerca de 75% das áreas desmatadas são destinadas à criação de gado. E onde entra a água nessa história? simple. Calcula-se que para cada quilograma de carne bovina são gastos de 13j mil a 15 mil litros de água. Para um quilograma de ceral, de mil a dois mil litros. "Nós não bebemos a água. nós a comemos".

O setor agrícoloa, grande consumidor de água potável também preocupa, Dados das Nações UNidas, garantem que a agricultura é responsável por cerca de 95% em alguns países em desenvolvimento econômico, que chegam a representar aproximadamente 1/4 das terras irrigáveis existentes.

O BRASIL é um dele. Apesar de ter cerca de 12% da água doce mundial, a distribuição geográfica do recurso hídrico é desigual(como tudo por aqui). Além de uma má repartição, o país enfrenta a poluição dos seus mananciais e o desperdício, que poderiam ser revertidos com a instalação de infra-estrutura urbana( como sistema de tratamento de água e esgoto) e ações de reaproveitamento.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

INSTINTO ANIMAL: pode Freud?



O primeiro grande conceito desenvolvido por Freud (1856-1939) foi o de Inconsciente. Ele inicia seu pensamento teórico assumindo que não há nenhuma descontinuidade na vida mental. Ele afirmou que nada ocorre por acaso e, muito menos, os processos mentais. Há uma causa para cada pensamento, para cada memória revivida, sentimento ou ação. Cada evento mental é causado pela intenção consciente ou inconsciente e é determinado pelos fatos que o precederam (determinismo psíquico). Uma vez que alguns eventos mentais "pareceram" ocorrer espontaneamente, Freud começou a procurar e descrever os elos ocultos que ligavam um evento consciente a outro. Quando um pensamento ou sentimento parece não estar relacionado aos pensamentos e sentimentos que o precederam, as conexões estão no inconsciente. Uma vez que estes elos inconscientes são descobertos, a aparente descontinuidade está resolvida.
(1) O consciente é apenas a ponta do iceberg.Freud em suas investigações na prática clínica sobre as causas e funcionamento das neuroses, descobriu que a grande maioria de pensamentos e desejos reprimidos referiam-se a conflitos de ordem sexual, localizados nos primeiros anos de vida dos indivíduos, isto é, na vida infantil estavam as experiências de caráter traumático, reprimidas, que se configuravam como origem dos sintomas atuais e, confirmava-se, desta forma, que as ocorrências deste período de vida deixam marcas profundas na estruturação da personalidade. As descobertas colocam a sexualidade no centro da vida psíquica e é desenvolvido o segundo conceito mais importante da teoria psicanalítica: a sexualidade infantil. Estas afirmações tiveram profundas repercussões na sociedade puritana da época pela concepção vigente de infância "inocente".
"Os principais aspectos destas descobertas são:
1. A função sexual existe desde o princípio de vida, logo após o nascimento e não só a partir da puberdade como afirmavam as idéias dominantes.
2. O período da sexualidade é longo e complexo até chegar a sexualidade adulta, onde as funções de reprodução e de obtenção de prazer podem estar associadas, tanto no homem como na mulher. Esta afirmação contrariava as idéias predominantes de que o sexo estava associado, exclusivamente a reprodução.
3. A libido, nas palavras de Freud, é a "energia dos instintos sexuais e só deles"

Foi no segundo dos "Três ensaios de sexualidade" das obras completas, que Freud postulou o processo de desenvolvimento psicossexual, o indivíduo encontra o prazer no próprio corpo, pois nos primeiros tempos de vida, a função sexual está intimamente ligada à sobrevivência. O corpo é erotizado, isto é, as excitações sexuais estão localizadas em partes do corpo (zonas erógenas) e há um desenvolvimento progressivo também ligado as modificações das formas de gratificação e de relação com o objeto, que levou Freud a chegar nas fases do desenvolvimento sexual:

Fase oral (0 a 2 anos) - a zona de erotização é a boca e o prazer ainda está ligado à ingestão de alimentos e à excitação da mucosa dos lábios e da cavidade bucal. Objetivo sexual consiste na incorporação do objeto.
Fase anal (entre 2 a 4 anos aproximadamente) - a zona de erotização é o ânus e o modo de relação do objeto é de "ativo" e "passivo", intimamente ligado ao controle dos esfíncteres (anal e uretral). Este controle é uma nova fonte de prazer.
Acontece entre 2 e 5 anos o complexo de édipo, e é em torno dele que ocorre a estruturação da personalidade do indivíduo. No complexo de Édipo, a mãe é o objeto de desejo do menino e o pai (ou a figura masculina que represente o pai) é o rival que impede seu acesso ao objeto desejado. Ele procura então assemelhar-se ao pai para "ter" a mãe, escolhendo-o como modelo de comportamento, passando a internalizar as regras e as normas sociais representadas e impostas pela autoridade paterna. Posteriormente por medo do pai, "desiste" da mãe, isto é, a mãe é "trocada" pela riqueza do mundo social e cultural e o garoto pode, então, participar do mundo social, pois tem suas regras básicas internalizadas através da identificação com o pai. Este processo também ocorre com as meninas, sendo invertidas as figuras de desejo e de identificação. Freud fala em Édipo feminino.
Fase fálica - a zona de erotização é o órgão sexual. Apresenta um objeto sexual e alguma convergência dos impulsos sexuais sobre esse objeto. Assinala o ponto culminante e o declínio do complexo de Édipo pela ameaça de castração. No caso do menino, a fase fálica se caracteriza por um interessse narcísico que ele tem pelo próprio pênis em contraposição à descoberta da ausência de pênis na menina. É essa diferença que vai marcar a oposição fálico-castrado que substitui, nessa fase, o par atividade-passividade da fase anal. Na menina esta constatação determina o surgimento da "inveja do pênis" e o conseqüente ressentimento para com a mãe "porque esta não lhe deu um pênis, o que será compensado com o desejo de Ter um filho.
Em seguida vem um período de latência, que se prolonga até a puberdade e se caracteriza por uma diminuição das atividades sexuais, como um intervalo.
Fase Genital - E, finalmente, na adolescência é atingida a última fase quando o objeto de erotização ou de desejo não está mais no próprio corpo, mas em um objeto externo ao indivíduo - o outro. Neste momento meninos e meninas estão conscientes de suas identidades sexuais distintas e começam a buscar formas de satisfazer suas necessidades eróticas e interpessoais.


Prof. Valdeci Ribeiro, Leciona Sociologia no JBC

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

SÍNDROME DE BURNOUT



Conversando com um amigo de trabalho nesta semana, fiquei sabendo que o mesmo passou mal dentro da sala de aula, e teve que ser levado as pressas para ser clinicado, um dos sitomas era a "pressão baixa". Na verdade o número de profissionais de educação com problemas de saúde é altissimo e as vezes penso que poderiamos ter mais qualidade de vida.
Até que ponto você é capaz de trabalhar sob pressão? Antes de responder a essa questão o profissional deve pensar na resposta que dará, pois quando ele estiver diante do estresse corporativo pode ser vítima da Síndrome de Burnout ou o chamado esgotamento no trabalho. Vale enfatizar que quando a pessoa ultrapassa seus limites, alguns sintomas surgem e comprometem o desempenho do profissional. Em casos mais acentuados, essa síndrome exige acompanhamento médico. Abaixo, algumas informações relevantes sobre esse mal:


1 - O termo Burnout vem do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim) e na gíria inglesa é usado para identificar os usuários de drogas que se deixaram consumir pelo vício. Esse termo foi criado pelo inglês Herbert Freudenberg, em 1974 e o "Burnout" pode ser traduzido como "Combustão Completa".
2 - A Síndrome de Burnout não deve ser confundida com depressão, pois está ligada a situações que envolvem o ambiente de trabalho do indivíduo. Já a depressão é relacionada a fatores da vida pessoal.
3 - Essa síndrome provoca sintomas no colaborador como, por exemplo: exaustão emocional; perda do entusiasmo pelas atividades laborais; irritação; falta de paciência com os colegas de trabalho; desmotivação; o indivíduo acredita ser incompetente para exercer suas atividades e não valoriza sua produtividade.
4 - Quem é acometido por essa síndrome também fica vulnerável a problemas que prejudicam a saúde física como: enxaquecas; insônia; dermatites e até problemas cardiovasculares.
5 - Muitos profissionais que sofrem da Síndrome de Burnout atuam em empresas que: predominam normas extremamente rígidas; são podadoras do potencial criativo das pessoas; não abrem espaço para a tomada de decisões e os desafios apresentados são em excesso, sem que sejam dadas condições para que os funcionários atinjam suas metas.
6 - Os gestores podem contribuir para que a Síndrome de Burnout não invada o ambiente corporativo. Para isso, ele precisa valorizar sua auto-estima, mas nunca acreditar que é o detentor da verdade absoluta e que é imune a cometer erros. Isso refletirá no clima organizacional e no grupo.
7 - A organização também tem papel fundamental na profilaxia à Síndrome de Burnout. Nesse sentido, é necessário identificar os agentes estressores que afetam os profissionais, modificá-los para que se adaptem às necessidades dos colaboradores. Esses fatores podem ser identificados através da comunicação face a face e também pela pesquisa de clima organizacional.
8 - As pessoas também podem adotar ações individuais que ajudam a mantê-las longe da Síndrome de Burnout. Dentre essas, podemos destacar: adoção de uma alimentação saudável e balanceada; prática de atividades físicas compatíveis com a realidade de cada um; manter uma regularidade para o sono; ingresso em grupos que realizem passeios periódicos ou mesmo atividades voluntárias.
9 - Mas é fundamental lembrar. Se a pessoa já se encontra com os sintomas da Síndrome de Burnout, não deve tentar resolver o problema isoladamente. É recomendado que se procure orientação de especialistas como psicólogos.
10 - Aos gestores escolares vale uma recomendação. Caso identifique um profissional com os sintomas da Síndrome de Burnout ou mesmo fatores estressores que contribuam para esse mal. Deve-se encaminhar esse profissional à um atendimento clínico para que o problema não caia no "esquecimento" e, dessa forma, sejam adotadas iniciativas para ajudar o colaborador que enfrenta esse sério problema.
De qualquer forma, fica o aviso aos colegas, ninguém melhor do que nós mesmos pra saber a hora que nosso organismo está pedindo socorro. Não somos máquinas, somos seres humanos e precisamos ser tratados como tal.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Vestibular, Futuro Profissional: eis a questão?





prof. valdeci



No último século surgiu mais um dilema shakespeariano para o ser humano solucionar, que vem se agravando com o passar dos anos, bem ao estilo de Hamlet, “ser ou não ser, eis a questão?”.


Atualmente milhões de jovens á véspera de ingressarem no 3º grau tentam responder a esta simples, mas enigmática pergunta.A verdade é que mesmo aqueles que já se decidiram profissionalmente mudam de opinião, largam à faculdade e até o trabalho após de formado e aventuram-se em outro curso para iniciar outra carreira, às vezes totalmente diferente da carreira anterior.


Não há vergonha nenhuma em fazer isso.São engenheiros que desejam ser psicólogos, advogados que querem ser dentistas, veterinários que pretendem ser atores e até médicos que abandonam seus consultórios para se tornarem músicos.Em minha opinião não existe uma regra ou receita para escolher uma carreira, do mesmo modo que não há receita para a vida ou para o casamento, existem possibilidades e todas elas motivadas pelo coração, pela paixão de fazer o que se gosta, mas somente essa paixão não garante sucesso, é preciso muito esforço e dedicação também.


Se compararmos a carreira com o casamento percebemos que existem algumas semelhanças, a primeira são dogmas sociais, as pessoas preferem ficar infelizes a trocar de casamento ou de carreiras. Segundo somente a paixão não basta, ela termina e passamos vivenciar o dia a dia então lembre-se de que tudo na vida tem um lado chato e na sua carreira não será diferente, nem tudo serão flores. Terceiro você nunca deve parar de evoluir senão acabará tanto com a sua carreira como o seu casamento.Como não existem formulas mágicas seguem dicas daquilo que não devemos fazer:




• Não ceda a pressão dos seus pais e parentes seja para dar continuidade à geração de médicos da família ou porque o sonho da sua mãe é ter um filho doutor. A carreira é sua então a decisão é sua.


• Competência não tem profissão, nem idade por isso não pense em dinheiro quando for escolher sua carreira, isso é conseqüência.


• Não gere expectativas errôneas sobre as carreiras, se você, por exemplo, quer ser um designer de games procure alguém que faça isso e acompanhe seu trabalho por um período para conhecê-lo. Pesquise.


• Cuidado com as carreiras da moda ou do futuro, uma profissão pode estar em ascensão agora, mas isso não significa que ela vai estar em alta quando você entrar no mercado de trabalho.Também é fundamental saber quais são suas vocações.




Todos possuem vocações distintas que podem e devem lhe ajudar na escolha da carreira. Procure saber quais as suas. Para isso procure um profissional competente para orientá-lo, pois ele é essencial nesta fase do processo isso facilitará a sua escolha, ajudará a descobrir as suas motivações e habilidades e com certeza lhe dará mais segurança, diminuindo assim as chances de uma escolha equivocada.


Testes vocacionais são validos, mas eles apenas indicam tendências e não certezas alem disso em alguns casos podem agravar ainda mais a nossa angustia se não tivermos antes feito a nossa lição de casa. O que eu chamo de lição de casa é pegar um papel, dividi-lo em 4 partes iguais, faça uma linha na horizontal e outra na vertical, depois em cada quadrado responda nessa ordem, o que:
Adoro,


odeio


gosto e não gosto.




Esta é uma lição de auto-conhecimento. Pegue esta folha e anote em cada um dos quadrantes as respostas. Por exemplo, se você odeia matemática, dificilmente será um engenheiro por outro lado se odeia sangue com certeza não será um bom médico, dentista ou veterinário, mas o simples fato de você amar musica ou teatro não significa também que você tem vocação para ser um artista. O objetivo do exercício é descobrir quais são as suas motivações básicas.


Você deve ter um nível de auto conhecimento, bom o bastante que o permita responder sobre o que gosta de fazer, quais suas habilidades, o que espera do futuro, além de estar a par da situação do mercado atual.Ao terminar de fazer isso, realize uma viagem mental, imagine-se exercendo a sua profissão pelas próximas décadas e depois com 100 anos sentado em uma poltrona contando aos seus bisnetos como você foi feliz na escolha de sua carreira.




quinta-feira, 1 de outubro de 2009

I SEMINARIO ESTADUAL DE SOCIOLOGIA E FILOSOFIA



Foi realizado nos dias 29,30 e 01/10 no Hotel Rondon Palace em Porto Velho, o primeiro seminário estadual para debater e refletirmos sobre a importância e o papel das disciplinas de Sociologia e Filosofia.

Durante séculos questões éticas vem sendo debatidas e o homem ainda não encontrou a melhor forma de tornar a sociedade mais justa e correta. Continuamos tendo os problemas da miséria, fome, desigualdades sociais, violência, guerra etc. Temos no momento atual, novas dimensões de aplicabilidade da Ética, que impõem, por exemplo, relações de interdependência social que desconjuntam a moral individualista herdada da educação icional, ou ainda pela ética da familia e da reprodução familiar, nas quais os costumes estão largamente ultrapassados pelas possibilidades das ciências médicas e pela engenharia genética.

Não basta apenas transmitir conteúdos e metodologias de pesquisas ao jovens e sim prepará-los para viver em sociedade, respeitando regras que refletem a vontade codificada da maioria, atentos ao espaço do outro e, sobretudo, embora os seres humanos tendam a supervalorizar suas qualidades, e as qualidades do grupo a que pertencem e a alimentar preconceitos desfavoráveis em relação aos outros, precisamos capacitá-los para saudaar a contibuição de cada grupo social como enriquecedora do ambiente.

É preciso acrescentar que a entrada da Sociologia, como disciplina escolar obrigatória, se deveu em aprte a necessidade de se compreender cientificamene toda a diversidade de costumes, crenças e organização social existente em todo o vasto continente brasileiro.

O papel das Ciências Sociais no Brasil, se é que assim podemos defini-lo, nunca foi realizar estudos com frieza e objetividade das realidades sociais estudadas. Mas, principalmente, oferecer uma interpretação crítica dessa mesma realidade, que possa apontar caminhos para que as pessoas se conheçame se reconheçam melhor em suas vidas cotidianas. Por outro lado, a atividade cientifica exige a postura da dúvida, supõe que não existem verdades absolutas.

Em 2 de junho de 2008 foi sancionada a lei 11.684, que altera o artigo 36 da Lei nº 9394/96, tornando obrigatório o ensino de Filosofia e Sociologia em todas as séries do ensino médio.

Cabe à nós profissionais em educação, que por opção ou não de estar trabalhando com as disciplinas de Filosofia e Sociologia, verificar as consistências e a necessidade do ensino de filosofia e sociologia. Educar em direitos humanos é fomentar processos de educação formal e não formal, de modo a contribuir para a construção da cidadania, o conhecimento dos direitos fundamentais, o respeito à pluralidade e à diversidade sexual, étnica, racial, cultural, de gêneros e de crenças religiosas.
No geral, foi muito bom esse encontro parabéns aos professores Dr. Giovani Lunardi, Ninno Amorim, Marcio Secco, Dra. Walterlina Brasil e Ms. Adilson Siqueira. Os temas apresentados foram I. Reflexões acerca da filosofia e sociologia no ensino médio II. Os parametros curriculare nacionais a filosofia e sociologia III. Os valores na perspectiva filosófica e sociologica IV. Ciencias Sociais e seu papel na sociedade V. História da Filosofia e Sociologia.
Prof. Valdeci Ribeiro, leciona Sociologia na Escola João Bento da Costa.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - causas



Entre os anos de 1870 e 1914, o mundo vivia a euforia da chamada Belle Epóque (Bela Época). Do ponto de vista da burguesia dos grandes países industrializados, o planeta experimentava um tempo de progresso econômico e tecnológico. Confiantes de que a civilização atingira o ápice de suas potencialidades, os países ricos viviam a simples expectativa de disseminar seus paradigmas às nações menos desenvolvidas. Entretanto, todo esse otimismo encobria um sério conjunto de tensões.

Com o passar do tempo, a relação entre os maiores países industrializados se transformou em uma relação marcada pelo signo da disputa e da tensão. Nações como Itália, Alemanha e Japão, promoveram a modernização de suas economias. Com isso, a concorrência pelos territórios imperialistas acabava se acirrando a cada dia. Orientados pela lógica do lucro capitalista, as potências industriais disputavam cada palmo das matérias-primas e dos mercados consumidores mundiais.

Um dos primeiros sinais dessa vindoura crise se deu por meio de uma intensa corrida armamentista. Preocupados em manter e conquistar territórios, os países europeus investiam em uma pesada tecnologia de guerra e empreendia meios para engrossar as fileiras de seus exércitos.

Nesse último aspecto, vale lembrar que a ideologia nacionalista alimentava um sentimento utópico de superioridade que abalava o bom entendimento entre as nações.Outra importante experiência ligada a esse clima de rivalidade pôde ser observada com o desenvolvimento da chamada “política de alianças”.

Através da assinatura de acordos político-militares, os países europeus se dividiram nos futuros blocos políticos que conduziriam a Primeira Guerra Mundial. Por fim, o Velho Mundo estava dividido entre a Tríplice Aliança – formada por Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália – e a Tríplice Entente – composta por Rússia, França e Inglaterra.Mediante esse contexto, tínhamos formado o terrível “barril de pólvora” que explodiria com o início da guerra em 1914.

Utilizando da disputa política pela região dos Bálcãs, a Europa detonou um conflito que inaugurava o temível poder de metralhadoras, submarinos, tanques, aviões e gases venenosos. Ao longo de quatro anos, a destruição e morte de milhares impuseram a revisão do antigo paradigma que lançava o mundo europeu como um modelo a ser seguido.


Prof. Valdeci Ribeiro, leciona Sociologia no JBC

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

DISCURSO SOBRE "SEXO"




A sociedade vive desde o século XVIII, com a ascensão da burguesia, uma fase de repressão sexual. Nessa fase, o sexo se reduz a sua função reprodutora e o casal procriador passa a ser o modelo. O que sobra vira anormal - é expulso, negado e reduzido ao silêncio.

Mas a sociedade burguesa - hipócrita - vê-se forçada a algumas concessões. Ela restringe as sexualidades ilegítimas a lugares onde possam dar lucros, como nas casas de prostituição e hospitais psiquiátricos.

A justificativa para isso seria que, em uma época em que a força de trabalho é muito explorada, as energias não podem ser dissipadas nos prazeres. Certo?Segundo Michel Foucault, filósofo francês, está quase tudo errado. A hipótese descrita acima é chamada por ele de hipótese repressiva e vem sendo aceita quase como uma verdade absoluta.

Mas Foucault descontrói esse pensamento e formula uma nova e desconcertante hipótese, mostrando a seus leitores que ainda que certas explicações funcionem, elas não podem ser encaradas como as únicas verdadeiras, pois, segundo ele, a verdade nada mais é do que uma mentira que não pode contestada em um determinado momento.De certa forma, a hipótese repressiva não pode ser contestada, já que serve bem à sociedade atual. Foucault afirma que, para nós, é gratificante formular em termos de repressão as relações de sexo e poder por uma série de motivos.

Primeiramente, porque, se o sexo é reprimido, o simples fato de falar dele e de sua repressão ganham um ar de transgressão. Segundo, porque, aceitando-se a hipótese repressiva, pode-se vincular revolução e prazer, pode-se falar num período em que tudo vai ser bom: o da liberação sexual. Sexo, revelação da verdade, inversão da lei do mundo são, hoje, coisas ligadas entre si. Finalmente, insiste-se na hipótese repressiva porque aí tudo que se diz sobre o sexo ganha valor mercantil. Por exemplo, certas pessoas (psicólogos) são pagas para ouvirem falar da vida sexual dos outros.Esse enunciado da hipótese repressiva vem acompanhado de uma forma de pregação: a afirmação de uma sexualidade reprimida é acompanhada de um discurso destinado a dizer a verdade sobre o sexo.

Foucault, no livro História da Sexualidade I, interroga o caso de uma sociedade que há mais de um século se "fustiga ruidosamente por sua hipocrisia, fala prolixamente de seu próprio silêncio, obstina-se em detalhar o que não se diz e promete-se liberar das leis que a fazem funcionar". A questão básica não é "por que somos reprimidos, mas por que dizemos, com tanta paixão, com tanto rancor contra nosso passado mais próximo, contra nosso presente e contra nós mesmos que somos reprimidos?".A partir daí, o autor nos propõe uma série de questionamentos: a repressão sexual é mesmo uma evidência histórica, como tanto se afirma por aí? Serão os meios de que se utiliza o poder mesmo repressivos? Será que não se utilizam de formas mais ardilosas e discretas de poder? A crítica feita à repressão quer mesmo acabar com esta ou faz parte da mesma rede histórica que denuncia? Existe mesmo uma ruptura histórica entre Idade da repressão e a análise crítica da repressão? Não seria para incitar a falar sobre ele que o sexo é exibido como segredo que é indispensável desencavar?

Não é que Foucault diga que o sexo não vem sendo reprimido; afirma, sim, que essa interdição não é o elemento fundamental e constituinte a partir do qual se pode escrever a história do sexo a partir da Idade Moderna. Ele coloca a hipótese repressiva numa economia geral dos discursos sobre sexo a partir do século XVII. Mostra que todos esses elementos negativos ligados ao sexo (proibição, repressão etc.) têm uma função local e tática numa colocação discursiva, numa técnica de poder, numa vontade de saber.

A hipótese de Foucault é que há, a partir do século XVIII, uma proliferação de discursos sobre sexo. Diz ele que foi o próprio poder que incitou essa proliferação de discursos, através de instituições como a Igreja, a escola, a família, o consultório médico. Essas instituições não visavam proibir ou reduzir a prática sexual. Visavam, sim, o controle do indivíduo e da população.A explosão discursiva sobre sexo de que trata Foucault veio acompanhada de uma depuração do vocabulário sobre sexo autorizado, assim como de uma definição de onde e de quando podia se falar dele. Regiões de silêncio - ou, pelo menos, de discrição - foram estabelecidas entre pais e filhos, educadores e alunos, patrões e serviçais etc.A Igreja Católica, com a Contra-Reforma, deu início ao processo de incitação dos discursos sobre sexo ao estimular o aumento das confissões ao padre e também a si mesmo.

As "insinuações da carne" têm de ser ditas em detalhes, incluindo os pensamentos sobre sexo. O bom cristão deve procurar fazer de todo o seu desejo um discurso. Ainda que tenha havido uma interdição de certas palavras, esta é apenas um dispositivo secundário em relação a essa grande sujeição, é apenas uma maneira de tornar o discurso sobre sexo moralmente aceitável e tecnicamente útil.Ainda no século XVIII e principalmente no século XIX, houve uma dispersão dos focos de discurso sobre o sexo, que antes eram restritos à Igreja. Houve uma explosão de discursos sobre sexo, que tomaram forma nas diversas disciplinas, além de se diversificarem na forma também. A medicina, a psiquiatria, a justiça penal, a demografia, a crítica política também passam a se preocupar com o sexo. Analisa-se, contabiliza-se, classifica-se, especifica-se a prática sexual, através de pesquisas quantitativas ou causais.Esses discurso são, realmente, moralistas, mas isso não é o essencial.

O essencial é que eles revelam a necessidade reconhecida de superar esse moralismo. Supõe-se que se deve falar de sexo, mas não apenas como uma coisa que se deve simplesmente coordenar ou tolerar, mas gerir, inserir em sistemas de utilidade, regular para o bem de todos, fazer funcionar segundo um padrão ótimo. O sexo não se julga apenas, mas administra-se .

Portanto, regula-se o sexo não pela proibição, mas por meio de discursos úteis e públicos, visando fortalecer e aumentar a potência do Estado (que não significa aqui estritamente República, mas também cada um dos membros que o compõe).Um dos exemplos práticos dos motivos para se regular o sexo foi o surgimento da população como problema econômico e político, sendo necessário analisar a taxa de natalidade, a idade do casamento, a precocidade e a freqüência das relações sexuais, a maneira de torná-las fecundas ou estéreis e assim por diante. Pela primeira vez, a fortuna e o futuro da sociedade eram ligados à maneira como cada pessoa usava o seu sexo. O aumento dos discursos sobre sexo pode, então, ter visado produzir uma sexualidade economicamente útil.Da mesma forma em que o sexo passou a ser um problema para a demografia, também passou a despertar as atenções de pedagogos e psiquiatras. Na pedagogia, há a elaboração de um discurso acerca do sexo das crianças, enquanto, na psiquiatria, estabelece-se o conjunto das perversões sexuais. Ao se assinalar os perigos, despertam-se as atenções em torno do sexo. Irradiam-se discursos, intensificando a consciência de um perigo incessante - o que incita cada vez mais o falar sobre sexo.O exame médico, a investigação psiquiátrica, o relatório pedagógico, o controle familiar, que aparentemente visam apenas vigiar e reprimir essas sexualidades periféricas, funcionam, na verdade, como mecanismos de dupla incitação: prazer e poder. "Prazer em exercer um poder que questiona, fiscaliza, espreita, espia, investiga, apalpa, revela; prazer de escapar a esse poder. Poder que se deixa invadir pelo prazer que persegue - poder que se afirma no prazer de mostrar-se, de escandalizar, de resistir." Prazer e poder se reforçam.Pode-se afirmar, então, que um novo prazer surgiu: o de contar e o de ouvir. É a obrigação da confissão, que se difundiu tão amplamente, que já está tão profundamente incorporada a nós, que não a percebemos mais como efeito de um poder que nos coage. A confissão se diversificou e tomou novas formas: interrogatórios, consultas, narrativas autobiográficas. O dever de dizer tudo e o poder de interrogar sobre tudo se justificam no princípio de que a conduta sexual é capaz de provocar as conseqüências mais variadas, ao longo de toda a existência. O sexo aparece como uma superfície de repercussão para outras doenças. Mas pressupõe-se que a verdade cura quando dita a tempo e quando dita a quem é devido.

Michel Foucault constrói, portanto, uma nova hipótese acerca da sexualidade humana, segundo a qual esta não deve ser concebida como um dado da natureza que o poder tenta reprimir. Deve, sim, ser encarada como produto do encadeamento da estimulação dos corpos, da intensificação dos prazeres, da incitação ao discurso, da formação dos conhecimentos, do reforço dos controles e das resistências.

As sexualidades são, assim, socialmente construídas. Assim como a hipótese repressiva, é uma explicação que funciona. Cada um que aceite a verdade que mais lhe convém. Ou invente novas verdades.


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PARÓDIA: DITADURA MILITAR




A Ditadura Militar









Para estudar a tal ditadura
Com a guerra fria eu vou ter que analisar
Tem Castelo Branco, Costa e Silva e Mádici
Geisel, Figueiredo pra redemocratizar
Em 64, Jango golpeado
Com a burguesia e a igreja a apoiar
Financiamento Norte-americano
Para o comunismo no Brasil não se implantar

Bipartidarismo
A censura tem
Com esse raio de tortura
Os militares se mantêm
Bipartidarismo
A censura tem
Conhecer a ditadura
Com esse raio de tortura
Os militares se mantêm

Na economia, o Brasil modernizo
Imagina tu como ficou devendo
Multinacional que por aqui se instalo
E a concentração de renda se fortalecendo
E no auge da ditadura
Com o AI-5 a repressão vai aumentar
Logo após o caso Moreira Alves
Passeata dos cem mil para redemocratizar

Bipartidarismo
A censura tem
Com esse raio de tortura
Os militares se mantêm
Bipartidarismo
A censura tem
Conhecer a ditadura
Com esse raio de tortura
Os militares se mantêm

Ernesto Geisel começou a abertura
De forma lenta, gradual e segura
Novos partidos, Figueiredo permitia
Anistia, anistia, anistia!"
Diretas Já" em 84 sucumbia
A nova república Tancredo inicia

Bipartidarismo
A censura tem
Com esse raio de tortura
Os militares se mantêm
Bipartidarismo
A censura tem
Conhecer a ditadura
Com esse raio de tortura
Os militares se mantêm

domingo, 13 de setembro de 2009

OS PARTIDOS POLÍTICOS NO IMPÉRIO



* Prof. Valdeci Ribeiro
Com certeza, qualquer brasileiro que se interesse por política já ouviu ou leu alguma avaliação pouco abonadora sobre os partidos politicos aqui existentes. É comum dizer-se que no Brasil eles não funcionam, não atuam na política do dia-a-dia, não olham para a sociedade e suas necessidades mais urgentes. E que seus integrantes, como deputados e senadores, representam a sim mesmos, pois olham somente para os próprios interesses e ignoram os programas e as ideologias das usas próprias organizações políticas. Numa linguagem bem a gosto do torcedor de futebol, comenta-se que os deputados e senadores, a toda hora, vestem qualquer camisa, não importando o clube, desde que polpudos ganhos estejam garantidos no fim de tudo.

A quem interessa que os partidos políticos sejam assim, fracos na representação da sociedade, sem definição política e ideológica? Por que esse problema que vem do período imperial permance nos dias atuais?
No Brasil a nossa história foi se fazendo com mluitas diferenças em relação à europeia, ou à americana. O capitalismo tardio e a sociedade escravocrata ou excludente fizeram da vida política um espaço de atuação para poucos e que dispensa a participação das classes médias no poder político.

No Império, já no final do Primeiro Reinado(1827), e inico da Regência, surgem os liberais dominantes, que o formam o Partido Moderado(chimango), em oposição aos extremados, os liberais exaltados e os restauradores(caramurus). No período da Regêçncia do Padre Feijó, divergências no seio do Partido Moderdo abrem caminho para o surgimento dos "regressistas" e dos "progressistas", que formarão a base dos futuros conservadores e liberais.

As idéias, os valores, os interesses, a visão de mundo dos setores dominantes, mal se diferenciavam, não justificavam bem caminhos tão distintos entre seus partidos politicos. Liberais e Conservadores eram partidos politicos que se originavam do mesmo meio social, da mesma propriedade latifundiária e escravista.As diferenças apareciam em época de crise, e tinham sempre um conteúdo regional.

Sem entrar no mérito dessa discussão, o que se percebe, ao se levantar a questão dos partidos políticos perante uma sociedade que sempre teve que contar com o Estado para a construção de sua vida material e opções políticas dominantes, é a existêçncia concreta de exíguos espaços para uma democracia social.

* Leciona Sociologia no JBC